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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

"A multiplicação das fraldas!"

É incrível como a nossa vida muda constantemente e nós corremos sempre para conseguir acompanha-la!
Em 2010, ainda sem filhos, jamais imaginaria os meus dias em 2014 com 2 pequenicos a disputar o meu colo!



Ser mãe é aprender a ser tudo, mãe, amiga, professora, enfermeira, nutricionista, medica, palhaça, bombeira, policia, advogada, economista, malabarista, etc... E quando se está em casa é ser tudo isto 24horas por dia a multiplicar por 2.

A minha licença de maternidade do Guilherme, tendo a Inês presente (nos terrible two) é maravilhosa e esgotante ao mesmo tempo, há sempre um ao colo, um a chorar, um a exigir prioridade, fraldas a ser mudadas, a maquina de roupa non-stop e agora juntem a isto um casal de gatos destravados sempre a largar pelos, a tentar arranhar o sofá (a reclamarem atenção também para eles) a correrem desalmados pela casa, ou a miarem sem motivo às 3h da manhã...

Confesso, aprendi a saborear cada segundo de silêncio!
E descobri que é possível sobreviver-se com muito poucas horas de sono, todos os dias e ainda ter energia para andar de gatas pela casa a brincar aos cães e aos gatos!
É possível ter um baby na mama, ela a escarafunchar-me o umbigo e ainda conseguir falar com uma amiga ao telefone, ou fazer as compras do Continente online.
Dormir sem me mexer, no meio dos dois com um em cada braço noites seguidas, sem precisar de fisioterapia.
Pintar o cabelo enquanto eles dormem a sesta e arriscar ficar com o projecto a meio...
E é possível ter (alguma) sanidade mental quando um grita com cólicas e a outra berra porque quer o Pai Natal e estamos em Fevereiro...

Mas, apesar do cansaço e da loucura, não trocava nada dos meus dias de hoje pelos dias até 2010 e sempre me considerei uma pessoa feliz!
Porque além destas arestas todas há um circulo enorme que me envolve e os envolve, este Amor com letra grande!
As gargalhadas dela tão genuínas e os sorrisos dele tão puros!
O conforto da respiração deles quando adormecem na segurança do meu colo e respiram profundamente porque chegaram ao calor do ninho!
Abraça-los e saber que são meus e eu serei sempre, sempre deles, nesta vida e em todas!
Não há noite bem dormida que pague isto!

E depois há o olhar dela para ele, a tentar esticar a pequena asa de irmã (bebé) mais velha para tentar abriga-lo, os olhos de mel que o procuram mal acorda e o olhar dele que a procura mal escuta a voz dela! E nesse momento eu sei que lhes dei o presente mais poderoso e belo do mundo:
 O Amor de se terem um ao outro!

P.S. Só um pequeno stress à parte, os baby-gajos mijam para cima e eu já levei com umas mijecas do gajito no trombil, ainda me diziam que era mais facil mudar fraldas aos meninos... Bah!!

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