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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Premiar a estupidez...

O fotógrafo sueco, Paul Hansen foi o vencedor do World Press Photo 2013.
A fotografia vencedora remonta a Novembro do ano passado, na cidade de Gaza e mostra os corpos de dois irmãos, de 2 e 3 anos, que foram mortos durante um ataque de mísseis israelitas, a serem transportados por familiares lavados em lágrimas…
Uma foto com duas crianças mortas ganhar um prémio é um murro no estômago do mundo inteiro, mas ao mesmo tempo, desta forma controversa, esta realidade chocante não passou ao nosso lado e abalou-nos, pelo menos por um momento…






“A guerra tem sempre danos colaterais; o conflito na faixa de Gaza é complicado; os palestinianos são terroristas”, dirão alguns…

Eu, no entanto, quando olho para esta foto só vejo duas crianças inocentes, puras, pequenas, mortas e adultos a chorarem lágrimas transparentes iguais às minhas.

São realidades diferentes?
A mim parece-me uma realidade muito concreta, duas crianças, entre muitas outras, morrem, absurdamente porque adultos, que ainda não cresceram, do altar da sua arrogância, intolerância e estupidez, as impedem de crescer e de tornar o mundo melhor…

Esta foto captou apenas a morte do futuro, nada mais.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Dia de São Valentim!

A origem da lenda de São Valentim não reúne um consenso, sendo pagã ou cristã, a verdade é que visa
celebrar a paixão, a entrega, a coragem de amar!
O amor merece ser celebrado todos os dias, mas às vezes é preciso existir um dia para nos lembrarmos
que a nossa vida também deve ser amor, romance e sonho!
Às vezes é preciso haver uma data para nos obrigarmos a receber uma flor, um beijo mais demorado,
lançarmos um olhar mais atento, ou desenharmos um coração com o mesmo entusiasmo com que o
fazíamos antes…
Às vezes é preciso haver um momento para nós mesmos, para nos apaixonarmos outra vez por alguém,
pela vida e por nós próprios!
Um minuto para dizermos eu gosto de ti, tenho saudades, amo-te, ou não te esqueço (pelo menos hoje)

Às vezes é preciso haver um segundo que nos soube bem e que quando foge para dar, novamente,
lugar à loucura da rotina e das pressas, nos deixe saudosistas, com um brilho no olhar e um sorriso nos
lábios…
Porque sentimos e sabemos que a vida é efémera mas deve ser uma paixão que dure, enquanto dure!

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Uh! Uh! Uh!

A maternidade anda mesmo a tornar-me prendada e boa rapariga...
LOLOL

Até já me dá para fazer costura... (Ai se a minha tia Tita soubesse enchia-se de orgulho!! Ela que sempre me tentou ensinar estas coisas...)

A minha Pocahontas:






Com o fato desenrascado pela mamã!
Que aplicou as fitas no casaco, fez o cinto e a fita da Pocahontas!!

:)))

Epa estou tão jeitosa que estou mesmo a ficar parecida com a avó do Ruca...
(Medoooooooooo)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Só me querem pelo corpo...

4h30 da manhã...
O silêncio da madrugada é rasgado por sons misteriosos e desconcertantes...
Chomp Chomp Chomp Chomp...
Ronronronronron...
Fssss Fssss Fssss....

É duro ter uma baby pendurada na mama, uma gata a ronronar-nos na perna direita e o gato a guarda-nos o pé esquerdo, sentado em cima dele, enquanto rosna à gata...

Tudo isto ao mesmo tempo, num surto de energia psicadélica, enquanto eu estou comatosa....
Ás vezes acho que estes três só gostam de mim pelo meu corpo...

E o pai?
O pai dormia, sacana pá....

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Poque o Papão existe e o pior é que não está sozinho...

 Ser mãe modifica-nos sempre, a mim tornou-me simultaneamente mais forte e mais fraca...

Mais forte porque me demonstrou que temos muito mais energia do que julgávamos ter e mesmo quando pensamos que estamos no limite, as pilhas se recarregam de repente se, num momento de maior desespero ou exaustão, eles nos presenteiam com um sorriso, ou um abraço, ou um simples olhar...

Mais fraca porque todos os dias me apercebo de como será difícil explicar o lado negro do mundo à Inês, sem lhe roubar a doçura, a ingenuidade, a ideia que ela tem que todas as pessoas são boas e gostam dela...

A verdade é que o mundo e a vida são descobertas maravilhosas que merecem todo o entusiasmo e a curiosidade de uma criança (e de um adulto) mas também existe um lado muito sombrio sempre à espreita...

Hoje li que na Índia as crianças vitimas de abusos sexuais são ainda vitimas de maus tratos e traumas diversos pelos policias e os médicos que as ouvem...  Que os medicos inclusive, lhes fazem o teste do dedo, para determinar o seu histórico sexual e falamos de crianças com idades variadas, 2, 3, 4, 5 anos...

Mas não precisamos de ir à Índia, cá quantas crianças são abusadas e quantas vezes com a conivência dos familiares à volta da criança e do abusador, que tantas vezes é o pai, um tio, a mãe, um amigo...

Como vou eu, um dia, ter coragem para explicar à Inês que existem mães que matam os filhos, pais que espancam e violam os filhos, policias e médicos que maltratam quem tem coragem de dizer que alguém mau lhes tocou...

Como é que se mostra este lado nojento do mundo a uma criança sem a beliscar? Se nós, que já somos adultos, não conseguimos encarar estas realidades sem sentirmos o estômago às voltas e uma tristeza e desencanto profundos... 

Hoje a Inês estava a brincar com um dos bebés dela, tinha-o no colo e cantava para ele enquanto ia espreitando o canal Panda, fiquei a olhar para ela, tão doce, tão meiga, tão deliciosa naquele momento, quando me viu levantou-se e veio abraçar-se às minhas pernas e deu um beijinho... Eu senti-me tão feliz, tão abençoada!

Depois li a noticias de todas aquelas crianças na Índia, doces como a Inês, meigas, deliciosas e todas as outras crianças por cá e pelo mundo fora que são destroçadas pelos Papões repugnantes que existem no mundo, sempre à espreita, sempre à espera, ávidos de destruir o momento mais bonito da nossa espécie, a idade mais especial, a altura em que estamos mais perto da perfeição, uma perfeição bela, sensível e pura, que ainda só aspira e respira Amor...

E senti-me tão pequena, tão fraca, tão triste...




quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Fernando Ullrich (all rich???)

Se me fossem hoje concedidos 3 desejos por um génio de uma lâmpada (nem que fosse de uma lâmpada economizadora) qualquer,
um deles era apertar o nariz ao Fernando Ullrich do BPI



 e obriga-lo a limpar os sanitários públicos, de joelhos no chão com paninhos de 10cm/10cm , numa estação de metro, depois da hora de ponta, enquanto cantava, ao mesmo tempo a "Material girl" da Madonna, vestido de tirolesa...
Porque ele aguenta!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Fui ao céu!!!

Uma das coisas que mais gosto é de mar, adoro praia, a areia nos pés, o salgado na pele, adormecer na toalha a ouvir as conversas das pessoas e flutuar entre as ondas suaves, de olhos fechados, a ouvir o mundo de dentro de água...
Adoro, relaxa-me deixa-me mais feliz!

Então a pai da Inês resolveu fazer-me uma surpresa e ofereceu-me um voucher da Float in no Natal!
Fui ontem experimentar, a experiência consistia em 50m de flutuação e depois uma MA-RA-VI-LHO-SA massagem relax de 70m, intervalados com um chá de relaxamento.

Minhas/eus querida/os, depois daquilo eu estava capaz de ir tocar harpa para uma planicie, ou correr nua atrás de borboletas num éden qualquer!!!
O céu existe e mora ali, durante 2h30m...

A verdade é que eu tenho andado um bocado stressada, a privação de sono de qualidade e a correria do dia-a-dia fazem mossa ao fim de 15 meses de Inês, mais 9 de gravidez de alto-risco...
O pai da Inês, o meu borracho e namorado há 12 anos, sabia que eu precisava de algo assim para voltar a mim, outra vez!

Claro que eu, sou eu, aquela que vive a 200km à hora, por isso mesmo num flutuador, relaxar não foi pêra doce...

Tomei o duche e, mortinha que estava por experimentar enfiar-me dentro de uma super banheira com agua quentinha e 300kg de sal Epson (que é assim uma delicia e nada tem a ver com o sal de cozinha porque deixa a pele suave), ansiosa, porque não tomo um banho de emersão há quase 2 anos e mesmo que nem flutuasse, só por isso valia a pena, esqueci-me, da advertência da terapeuta que me disse que tinha ali vaselina para cobrir algum corte, ou ferida que tivesse...
E enfiei-me à gulosa dentro do flutuador, quando me ardeu um dedo até à alma, é que me lembrei que há dias lhe arranquei um bocadinho de um bife com uma faca a descascar batatas!!! Tiro a mão de dentro de agua como se tivesse levado um choque electrico e lembrei-me do borrifador de agua doce, que está ali mesmo à mão (outra advertência que a terapeuta me fez), besuntei o dedito com vaselina e não ardeu mais!

Depois deitei-me para trás, mesmo sentada as pernas começam logo a flutuar, não tem de se fazer esforço nenhum!! Aí foi quando percebi o quanto me estava a fazer falta uma coisa destas, porque não conseguia relaxar...

Até me doía o pescoço da tensão que estava a fazer, lá estava eu, num flutuador, a olhar fixamente para o detector de incêndio no tecto e a pensar vou estar aqui 50minutos...

Eu detesto estar às escuras, também detesto estar fechada...
Já tinha escolhido um flutuário aberto porque, as cápsulas fechadas me pareceram um bocadinho claustrofóbicas, apesar de o ideal ser as fechadas para total privação dos sentidos e relaxamento total. Também decidi que não o faria às escuras, mas, depois de estar 5minutos a olhar para o detector de incêndio, pensei tenho que tirar o máximo partido desta experiência, o botão da luz, está acessivel (luz, som e alarme, estão os 3 botões no flutuário a distância de esticar o braço) se me sentir desconfortável ligo novamente...


Coloquei a almofada flutuante para o pescoço, fechei a luz e...
RELAXEI!
Foi uma sensação maravilhosa, a escuridão completa e a sensação de ausência de gravidade, parecia que voava pelo espaço, passado alguns minutos a musica desligou e eu também...
Dormi, não sei quanto tempo, poque parece que tinham sido 10minutos, mas de repente as luzes voltaram e a sessão de flutuação de 50m chegara ao fim. 50m de flutuação equivalem a 4-6horas de sono e se vissem a minha cara quando saí dali, diriam mesmo que tinha estado a dormir uma grande sestarola!
Depois novo duche quentinho e chá na sala de relaxamento, onde escolhi a essência para a minha massagem, depois de flutuarmos o nosso corpo está muito mais receptivo à massagem, estamos molinhas e felizes, os músculos todos descontraídos (embora a terapeuta tenha dito, no fim, que eu tinha muita tensão acumulada na cervical), a massagem foi tão boa que eu, por duas vezes tive de fechar a boca à pressa para não me babar para o chão, quando estava na marquesa de barriga para baixo!!!
Juro, que se a terapeuta fosse um gajo tinha ponderado casar com ela, numa outra vida, porque nesta estou muito bem com o papá da Inês!

Deviamos ter todos direito a ir ali, pelo menos uma vez por semana, o mundo seria, de certeza absoluta, muito melhor, devia ser mesmo uma questão de saúde pública!