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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Ser mãe é aprender a morder a língua…

Quando nos imaginamos mães não temos noção de como será a realidade, projectamos tudo e depois percebemos que a teoria e a práctica raramente se tocam…

Sempre me imaginei uma mãe, sensata, carinhosa, divertida e paciente, assim uma espécie de monge tibetano com costela de mimo, mas com maminhas e cabelo!

Sempre disse que não gritaria nem bateria nos meus filhos, nem diria asneiras à frente deles, iria sempre tentar ver as coisas da perspectiva deles e manteria sempre a calma e o bom humor…
Errrr…
Pois…
Depois descobri que… Sou humana…
As mães são humanas e isso é uma chatice e deita por terra qualquer projecto utópico…

Se tento afincadamente? Tento! Mas raramente consigo cumprir estes padrões.

Não sou a melhor mãe do mundo, não sou a mãe que imaginei ser, mas tento todos os dias ser o melhor que me é possível.

Quando a Inês nasceu eu nasci com ela e voltei a nascer com o Guilherme. As mães também têm de aprender a gatinhar antes de andar e correr, não é fácil, caímos muitas vezes de início e pela vida fora…

Muitas vezes achamos que não estamos a ser capazes de dar conta do recado, choramos às escondidas, sentimo-nos derrotadas, mas os beijinhos deles também nos curam os dói-dóis e uma gargalhada dos nossos tesouros apaga 99% de um dia mau!

Vamos falhar muitas vezes, vamos zangar-nos com eles (e depois mais ainda connosco) muito mais do que algum dia sonhámos, vamos sentir vergonha e culpa, tanta culpa, de algumas atitudes que sabemos que não foram as melhores, nem tão-somente correctas.

Às vezes quando eles estiverem a dormir, vamos olhar para eles e pedir desculpa por não sermos melhores, mais tolerantes, mais presentes, mais do que somos…

Mas o Amor vai estar sempre lá, a lamber-nos as feridas, a ajudar-nos a tentar fazer melhor no dia seguinte, a recuperar-nos do cansaço, a perdoar-nos por dentro!

E é esse Amor que nos move e ultrapassa obstáculos, medos, limitações e frustrações!

Esse Amor é o verdadeiro legado que lhes deixaremos, a certeza de que estaremos sempre!

E que por eles tentaremos ser sempre ainda mais do que somos porque eles merecem o melhor do mundo e o melhor de nós!

terça-feira, 28 de abril de 2015

As amigas de caca que todas as mães têm!

Ser mãe é maravilhoso, uma bênção, uma alegria constante!
É pois mas constante...Não!
Se tivermos "amigas" de caca, pior!

Porque com as mães e a as sogras para darem bitaites idiotas, de quando em vez, já podemos sempre contar, mesmo que o façam sempre sem querer, irrita à mesma.

Quando um bebé nasce,  traz, para além dos pés fofinhos, o cheiro delicioso e aqueles barulhinhos irresistíveis que só eles fazem (qualquer coisa entre o Gizmo dos Gremlins e o ronronar de um gato bebé, só que melhor) uma mudança abismal na nossa vida e um mamute de hormonas completamente descontroladas o que nos torna num Tyranossaurus Rex com TPM constante, mas em fofinho, porque as mães são sempre fofinhas, mesmo quando não são, porque são mães e depois de estrias, hemorroidas, aumento de peso, pés inchados, varizes, flatulência, obstipação, enjoos, varizes, azia e outras coisas para lá de giras com que se debate uma grávida (eu destas maravilhas todas tive 3, não digo quais, obviamente, nem que me torturem!!) quem disser que as mães não são fofinhas merece ser morto à facada... E depois cozido vivo... E depois... Ok, já passou...

O que uma mãe nunca  precisa é de "amigas perfeitas", daquelas que nos dizem:
"O meu Martim Maria (começa logo pelo nome betinho) é um bebé tão tranquilo, opá a sério, tive mesmo muit'a sorte!" (assim com aquele ar que nos mete logo nojo e enquanto dizem isto e até fecham os olhos? sabem, com aquele ar condescendente?)
Quando nós nos acabamos de queixar que o nosso filho chora que se mata...

E nós respondemos:
"Ainda bem que o teu Martim é assim..." 
E ficamos logo a pensar que deve haver algum problema com o nosso filho, ou que a culpa é nossa que não o sabemos manter tranquilo...

O que não nos passa pela cabeça (porque as hormonas comem-nos o cérebro e não nos deixam pensar) é que a mãe do Martim Maria é uma cabra, ou então tem Alzheimer e já não se lembra da birra-monstro que ainda ontem o seu bebé tranquilo fez quando berrou em decibéis que ela nem sabia existir...  Ou então lembra-se mas ser uma cabra é fixe e fazer de conta que é a mãe perfeita, mais que não seja agora que vê, momentaneamente, alguém fragilizado como ela se sente por norma quase todos os dias!

O mesmo se passa quando nós nos queixamos do pai dos nossos filhos (que aliás é uma das funções que melhor exercem é serem o nosso saco de porrada quando as hormonas atacam e sim aguentem-se à bomboca, não sejam meninos que nós tiramos um bebé, ou até mais do que um, pelo pipi) e essas amigas queridas disparam com ar de pena:
"O Manuel António (sempre dois nomes para ainda dar mais nojo...) é um pai espectacular faz-me tudo em casa e ainda é ele que, durante a noite, se levanta para dar o biberão e trocar a fralda ao meu Martim Maria!"

A nossa resposta deveria ser:
"Olha, querida Leonor Miguel, amiga, sabes aquele facalhão que eu tenho ali no lava louça, que deve estar sujo porque ainda não tive tempo de o lavar, sabes? Vai lá à procura e traz cá, por favor!" 
E depois o céu seria o limite...
Mas em vez disso:
"Nem sabes a sorte que tens, ter ajuda é muito importante..."

E ainda odiamos mais o pai dos nossos filhos e apesar de sabermos que o Manuel António anda a comer a colega de trabalho e de nem saber mudar uma fralda, (ou pelo menos assim o desejamos) sentimos-nos ainda mais tristes e desapoiadas...

Nós não precisamos que as nossas amigas nos digam que com elas é melhor, precisamos que elas nos digam que percebem o que estamos a passar, nos compreendam sem julgar, partilhem connosco como foi com elas mas a verdade e se com elas foi melhor nessa parte partilhem outra coisa que não tenha sido, para não nos sentirmos umas extraterrestres perdidas sem nave e sem o mínimo instinto maternal! A sério que foi mesmo tudo assim sempre tão espectacular?
Claro que não foi!

Se nos arrependemos?
Claro que não, compensa tudo? Claro que sim!
Mas somos humanas caramba!
Há dias do demo em que parece que o filme do Exorcista decorre na nossa casa e ora somos nós a Megan, ora são os putos!!



Partilhar os momentos maus é terapêutico, faz-nos bem, torna-nos melhor e dá-nos a possibilidade de ainda nos rirmos depois umas das outras, mas ainda mais importante umas com as outras!
E torna-nos melhores mães e pessoas!

 



quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

E o meu amor mais pequenito já fez um ano!

Fez no sábado, dia 27, um ano que o meu coração ficou mais preenchido!
 Fez um ano que nasceu o nosso Gui!
Um ano de loucura, cansaço mas muito, muito, muitoooooooo AMOR, assim mesmo com letra maiúscula e aos gritos!!!
Fez um ano que eu descobri que o coração de uma mãe é um elástico que estica, estica, estica e não parte nunca e onde cabem todos os amores que tiver, de formas sempre diferentes e especiais, como cada filho merece, mas com a mesma visceral intensidade!
Fez um ano que a Inês ganhou um irmão e o Gui uma irmã que é doida por ele!
:)