Número total de visualizações de página

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

E o meu amor mais pequenito já fez um ano!

Fez no sábado, dia 27, um ano que o meu coração ficou mais preenchido!
 Fez um ano que nasceu o nosso Gui!
Um ano de loucura, cansaço mas muito, muito, muitoooooooo AMOR, assim mesmo com letra maiúscula e aos gritos!!!
Fez um ano que eu descobri que o coração de uma mãe é um elástico que estica, estica, estica e não parte nunca e onde cabem todos os amores que tiver, de formas sempre diferentes e especiais, como cada filho merece, mas com a mesma visceral intensidade!
Fez um ano que a Inês ganhou um irmão e o Gui uma irmã que é doida por ele!
:)



domingo, 30 de novembro de 2014

Ser mãe é tramado...

A Inês está com 3 anos, falavam dos terrible two??
Então nem sei como definir os três...

Tem coisas muitoooooooo boas, a imaginação dela surpreende-me todos os dias, cria histórias com tudo, adora brincar aos salvamentos, aos exploradores/descobridores de tesouros e aos médicos, contínua apaixonadíssima por nós, meiga e mimalhocas como só ela!

É muito maternal e carinhosa com o irmão, apesar de ele lhe puxar os cabelos constantemente...
Mas os ciúmes têm andado ao rubro, quer monopolizar completamente a minha atenção e a do pai, há alturas em que é mesmo muitoooo difícil termos uma conversa um com o outro, porque interrompe, faz asneiras, birras e afins...

Anda muito exigente e respondona (e sai-se com cada resposta que ora nos choca, ora nos leva às gargalhadas), continua a mesma Drama-Queen de sempre (agora a expressão usual, que culmina com ela a chorar e a arrastar-se no chão de barriga para baixo, é:”Estou sozinha, ninguém gosta de mim!!!) e os conflitos às vezes são mesmo muito difíceis de gerir, porque deste lado o cansaço também pesa e a paciência torna-se largamente mais escassa e, para ser completamente honesta, nunca gostei muito de dramalhões de novelas mexicanas...

No fim de semana passado fomos a uma festa de anos e ui!!!… Passei uma das maiores vergonhas da minha vida…
(O pior é que acho que não vai ser a única…)

Eu e o pai só conhecíamos os familiares mais directos da menina que fazia anos, mas a casa estava cheia de família e amigos.

As crianças estavam no quarto, a brincar umas com as outras, fora a aniversariante, a Inês não conhecia nenhuma delas, estava em desvantagem porque para além de serem mais velhas que ela (menos a C. que fazia justamente 3 anos, como a Inês), já se conheciam…

Ela tentou brincar com elas, mas não a deixaram, não se conseguiu integrar no grupo e isso doeu-me profundamente…
Acho que é um medo recorrente dos pais, que os filhos não façam amigos, não se integrem, não pertençam, que fiquem de fora, ninguém quer que o nosso filho seja aquele que ficou de parte, mas às vezes isso acontece…

À Inês foi a primeira e dolorosa vez que isso aconteceu e doeu-lhe tanto a ela como a mim...
Comecei a perceber a frustração no rosto dela, o sorriso inexistente, a corrida dela, desenfreada, pelo quarto, a procurar brinquedos que a distraíssem da indiferença das outras crianças (um mecanismo de defesa, provavelmente), observei-a a brincar sozinha, a fazer vozes diferentes e a criar personagens para mitigar a solidão...

Pensei em interferir, mas na altura contive-me e dei-lhe espaço para que conseguisse resolver o problema sozinha, pensei estar a fazer bem, mas se calhar não estava...

Estivemos naquele sofrimento, eu e ela, uma, duas horas talvez, eu sempre com esperança que algum menino/a brincasse com ela em vez de a desprezar, ou tirar-lhe outro brinquedo, mas nada...
Ela continuava a brincar sozinha, sem conseguir furar o grupo, sempre sem sorrir...

De repente aparece um novo brinquedo, um carro enorme e espectacular a desfilar pelo corredor, uma prenda para a C., todas as crianças rejubilaram e quiseram experimentar, a Inês correu para o carro, sentou-se primeiro, passou à frente, experimentou o brinquedo que todos queriam, venceu, aquele era o momento dela, finalmente ia ser tudo divertido!!!…
Sorriu, deu gargalhadas, gritou:
-"Olha para mim mamã!"…

Expliquei-lhe que só podia andar um bocadinho, que os outros meninos também queriam experimentar, ela pedia só mais um bocadinho, só mais um bocadinho, mamã!!!

E tirei-a do carro porque agora era a vez dos outros meninos, aqueles que não lhe tinham dado a vez em todas as outras brincadeiras, aqueles que não brincaram com ela, aqueles que acharam que ela não tinha direito a nada…
A Inês revoltou-se comigo...

Eu, na sua perspectiva, estava a ser uma traidora, em vez de estar do lado dela, estava do lado dos meninos maus, a mãe estava claramente a portar-se mal e merecia umas chapadas e uns puxões de cabelo...
E a mãe levou!

Sim, na frente de um monte de pessoas que eu não conhecia de lado nenhum, eu levei chapadas e puxões de cabelos da minha filha, da minha Inês que é doida por mim e nunca me tinha feito nada igual, a minha bebé melosa que se me vê chorar, chora logo, que me beija e abraça o tempo todo!

Levei-a dali, novamente para o quarto, ela estava completamente descontrolada, aos gritos e pontapés a tudo…
Eu estava em transe, não sabia se havia de chorar também, ou sair dali disparada, envergonhada, humilhada e muito magoada com ela e, de certa forma comigo mesma…

Optei por me refugiar no quarto com ela, o mano e o pai, não me apetecia nada sair dali...
Depois da explosão de raiva, a Inês chorou agarrada a mim, pediu desculpas, pediu para voltar a andar no carro, prometeu que não fazia mais...
Abracei-a, mas não cedi, disse-lhe que estava de castigo, mas no fundo estávamos as duas de castigo desde que chegámos à festa, o castigo começou no instante em que as expectativas dela não se concretizaram em relação às outras crianças, que estavam no seu direito de escolherem com quem queriam brincar, apesar de tudo…

Ganhei coragem para sair do quarto e não fugir porta fora, ficamos na festa, a C. merecia que comemorássemos o dia dela, cantamos-lhe os Parabéns, a Inês precisava de aprender que independentemente de termos dias maus, não podemos destruir os dias bons dos outros…

Quando lhe perguntei em casa se tinha gostado da festa da C. ela disse que sim, que tinha gostado muito e que também tinha gostado dos meninos, mas que não gostou dos meninos não terem brincado com ela e que ficou farta de ter de brincar sozinha na festa…

Quando lhe perguntei se achava bem ter batido na mãe, voltou a chorar e a pedir desculpa e disse:
-"Mas eu só te pedi para andar mais um bocadinho e tu não deixaste mãe, porque não deixaste?"

De facto podia ter deixado, se acho que isso desculpa a reacção dela?
Não, tem de perceber que a mãe não é saco de porrada e não é assim que se lida com as frustrações...

Mas podia tê-la deixado ser um bocadinho feliz, mais 2 ou 3 minutos, ter sido eu a ceder mais um bocadinho, se calhar haveria birra à mesma mesmo que ela lá ficasse uma hora, ou se calhar não...

Mas eu pelo menos não me sentiria tão culpada, por tê-la feito passar por aquilo, por ter cedido à pressão dos outros pais que também disseram: “ Vá agora é a vez do X e do Y”, quando o “X” e o “Y" nunca levaram em conta a vez dela...

Porém também acho que a Inês precisava de aprender que devemos dar o exemplo e não fazermos aos outros aquilo que não gostamos que nos façam...

Apesar disso tenho a certeza que houve quem me julgasse e a julgasse, a menina mal educada que não soube dar a vez e bateu na mãe que não lhe sabe dar educação...

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Babies Report!!

Ora vamos lá ao report dos babies que eu ando uma desnaturada, sem vergonha!

Inês, 2 anos e 10 meses:
A pequena popota transformou-se numa linda menina!
Gaja com letra maiúscula, já quer escolher a roupa (e eu deixo entre 2, ou 3 opções minhas!).
Ontem acertei-lhe as pontinhas do cabelo e fartou-se de chorar que quer o cabelo muito grande e não quer ter cabelo pequenino!
A cor preferida é, sem surpresas, cor de rosa, adora laços e brilhantes, uma pirosona portanto!
Já sabe despir-se sozinha, calçar-se sozinha (e sem trocar os sapatos!!) vestir sozinha tudo o que não seja de enfiar pela cabeça, conta perfeitamente até 20, sabe as cores todas, come sozinha e usa o garfo, bebe por um copo sem entornar, canta canções completas, consegue imitar pequenas coreografias, veste e despe os bonecos, sobe no escorrega sozinha, mesmo nas escadas de corda.
 Tem um vocabulário bastante rico, usa palavras como exatamente ou horrível, constrói frases completas usando os verbos no tempo correcto (mas às vezes em vez de" fiz" diz "fazi"!)
Sabe dizer o nome completo dela, dos pais e dos avós, reconhece o caminho para casa, casa dos avós e para o parque, de carro ou a pé, sabe dizer a morada (rua, nº e andar).
Quando faz  asneira tenta remediar a situação, arruma os brinquedos entre brincadeiras.

Medos superados: Banho de chuveiro (embora ainda lhe incomode muiiitoooo a água na cabeça); entrar no mar (vai de braçadeiras e adora se bem que não deixa a água subir muito além da coxa!) Bacio (ainda andamos às voltas com o desfralde mas às vezes já pede para fazer no bacio, embora raramente faça!)

Provas por superar: Largar as fraldas de vez, largar a chucha, dormir a noite toda na cama dela. Já houve grandes avanços nestes 3 campos mas ainda há algum caminho pela frente, sem dramas e sem pressas lá chegaremos! Medo de bichos.

Brincadeiras preferidas: Faz de conta, fazer castelos, jogar às escondidas, fazer comidinhas, dar banho aos bebés, jogar à apanhada, caçar tesouros, rebolar na cama com o irmão, jogar à bola, brincar aos médicos (nada de piadolas porcas!!), brincar com carrinhos e aos salvamentos! Tudo o que seja com outras crianças!

Sei que ela está mesmo a crescer quando...
Ela me diz: "Eu consigo fazer sozinha!" E consegue mesmo...
Vou comprar-lhe roupa e descubro que tenho mesmo que ir à secção de criança e já não posso ir à secção de bebé (que tem sempre coisas mais giras e fofinhas...)... Snif... Snif...

Guilherme, 7 meses e 10 dias:
Já se senta e já se aguenta alguns minutos em pé segurado à cama.
Diz mamã com intenção!
Quando tem fome faz: mmmm mmmm!
Já se revolta quando lhe tiramos da mão algo que ele quer.
Arrasta-se  e rebola, para alcançar objectos distantes, a grande velocidade!
Passa objectos de uma mão para a outra e até consegue agarra-los com os pés!
Tira e mete a chucha à irmã (brincadeira preferida!!) e a ele, próprio!
Anda às nossas cavalitas e agarra-se bem!
Sorri o tempo todo!
Pesa com-ó-caraças!!!
Come sopa com carne, come fruta (banana, maçã e pera), iogurte, papa!
Consegue beber agua pelo copo de aprendizagem e já segura no biberão!
Come sozinho, sem problemas e grande rapidez, bolacha Maria e pão!
Continua a mamar durante a noite (oh bolas... prova ainda não superada...) e mal chego do trabalho tem sempre de ser a maminha do miminho (e agora a Inês também, acho que devo ter mel nas mamas caraças...)

Sei que ele está mesmo a crescer quando...
A roupa está mesmo a diminuir...
Já usa as mesmas fraldas da irmã (tamanho 5)...
O meto ao lado da irmã, deitados na cama e a diferença, entre os dois, é um palmo de altura! (Quando ele tiver um ano começam a perguntar-me se são gémeos, de certeza!!)











sexta-feira, 25 de julho de 2014

Desabafos curtos (e grossos!!) #1

Em relação aos incentivos à natalidade:

Os abonos vão continuar a ser mesma M(erda)iséria.

 As creches do estado vão continuar a não ser a resposta que muitos (a grande, grande, GRANDE maioria dos) pais precisavam para ter o primeiro filho ou arriscar o segundo...
Poucas pessoas podem pagar 300 a 400 euros, despreocupadamente, para ter um filho na creche, quanto mais multiplicar estes valores por dois ou três...

A redução de carga horária vai implicar a perda de remuneração (muito) significativa, logo a maioria dos pais não poderão usufruir da mesma, ou seja é uma ficção que adorna uma pré-campanha política, nada mais! Para além de que, já sabemos, será muito mal vista e aceite pelas Empresas e em muitos casos significará a ameaça da perda de emprego, porque não há uma grande salvaguarda da aplicação deste direito.

O aumento da licença de maternidade para um ano igual ao assunto anterior, implica perda significativa de vencimento (durante um ano) e vai ser mal aceite pelas Empresas, embora neste caso haja algumas medidas pensadas para tornar o assunto, mais ou menos, exequível.

Se quisessem mesmo incentivar a natalidade, alargavam a licença para um ano com retribuição a 100%; 
aumentavam o numero de creches de estado e garantiam entrada das crianças, filhas de pais trabalhadores, a partir do 1 ano*, sendo que a mensalidade nunca deveria ultrapassar os 10% do rendimento total mensal do agregado*2;
*(A partir dos 3 anos todas as crianças deveriam ter entrada assegurada, uma vez que é a idade, recomendada, para entrada na creche, antes desta idade devia dar-se prioridade às crianças com pais no mercado de trabalho.)

*2(  1, 2, 3, 4 filhos ficaria, em termos de mensalidade de creche, sempre no mesmo valor , ou seja 10% no total e não 10%
por cada filho!) 
 
a redução de horário de trabalho deveria ser de 2h/dia até a criança completar os 3 anos para ambos os pais, sem qualquer perda de retribuição, (a Segurança Social ressarcia a Empresa no valor horário da ausência do Empregado mais 1%, sem obrigação a substituição do mesmo, por outrem, durante a ausência)  2h/dia até a criança completar os 10 anos para um dos pais (em exclusivo, ou alternado por mutuo acordo) com perda de 5% da retribuição, retido pela Empresa. E 4h/semana até o jovem completar 18 anos, com perda de 3% da retribuição, retido pela Empresa.
Assim sim, eram incentivos imediatos, práticos e exequíveis à natalidade.


(Gostei, no entanto, da redução de IRS e atribuição de um medico de familia a todas as grávidas, medidas que também foram anunciadas, mas isto são apenas adjuvantes ao tratamento da baixa da natalidade, meus Senhores, não curam nada, é como meter um penso rápido numa gangrena...)

terça-feira, 1 de julho de 2014

O regresso à vida activa(???)

E, num abrir e fechar de olhos, chegou o dia de voltar ao trabalho..

Claro que com horário reduzido ... (6 horas de trabalho + 1 h de refeição o que equivale a 7 horas + 1 hora de deslocação, entre ida e regresso, o que passa a representar 8 horas...) mas ainda assim, sobretudo para quem ainda amamenta (o meu caso), é complicado de gerir, sobretudo emocionalmente.

Desta vez ia deixar não um, mas dois bebés...... (A Inês desde Abril que estava em casa comigo, devido a ter ficado de baixa por gravidez de risco do Guilherme)
 Foi duro e a antecipação amarga...
Apesar de saber que estão muito bem entregues, no coli(ni)nho do mimo dos avós, é impossível não haver algumas lágrimas...

Primeiro eu, que um mês antes já suspirava por tudo e por nada e parecia que os dias me fugiam...

Depois o pequeno-lontrinho...
No primeiro dia recusou-se a comer, embora goste de sopa, de papa e de fruta (biberão é que nunca aceitou), recusou toda a comida, cuspia tudo e chorava que nem um condenado (ele e eu, cada vez que ligava para a minha mãe e ela me dizia que ele se recusava a comer...), quando cheguei até tinha olheiras o meu pobre bebé, doeu-me tanto (o penar dele e as minhas mamas que estavam cheias e ele parecia um papa-formigas faminto...).
No segundo dia, no entanto, bebeu um biberão de leite e agarrou-se ao bibas (que ele sempre tinha odiado) com unhas e dentes (sim, já tem 2 dentes a romper!!), que isto mais vale ser um bebé prevenido e à laia da Àgata:
“Podes ficar com as mamas, com o colo e com os teus beijos, mas não fiques com ele!! (o biberão, neste caso!!)
Agora, 6 dias depois, já parece estar mais convencido, aceita o biberão a meio da manhã e a sopa e fruta ao almoço, depois, às 15h30m, quando chego, atesta maminha até aos olhinhos e só quer mimalho e colinho com fartura!

Agora a minha pequenicas...
Os primeiros dois dias foram pacíficos, ficou com os meus pais e o irmão, portou-se bem, andou bem disposta e até ajudou a tomar conta do mano em sofrimento.
Nos seguintes já houve sangue, suor e lágrimas...
Rabuja por tudo, chora quando eu saio, quer o meu colo, diz que tem muitas saudades, dorme agitada... Quando eu chego faz birra por tudo... Enfim... Está a estranhar estas horas de afastamento e a reagir com o gostinho gourmet dos terrible two...

Eu, agora, no entanto, sinto-me mais tranquila, mais bem-disposta, mais disponível para os dois.
Nas últimas semanas andava muito stressada, estiveram ambos doentes, foi muito cansativo e depois a angústia da antecipação comia-me por dentro...
Levanto-me às 6h da manhã e deito-me às 23h, mas sinto-me muito menos cansada, mais capaz de gerir as birras deles, sem stressar ou ranger os dentes... Fazia-me falta esta folga de ir trabalhar, é quase como estar de férias, apesar de ali se trabalhar à séria!!!

É verdade que ser bem recebida no meu local de trabalho pelas minhas meninas também ajudou muito (obrigada minha Selma, Joaninha, Sarita e Carinocas, vocês são as maiores!!!), faziam-me falta os risos delas, as loucuras saudáveis, as conversas!

Também é verdade que o carinho e o amor que os meus pais (e a minha sogra aos fins de semana) dedicam aos meus filhos contribuem para a minha tranquilidade (vivam os avós, que são assim das melhores coisas do mundo!!!)

E os miminhos da minha Sandra (minha amiga de tantos anos, de tantas crises, de tantas lutas) me souberam pela vida! Obrigada loura amo-te daqui até à lua (sem André Sardet, por favor!!)
E tenho o melhor irmão do mundo!!! (Sem ti mano tinha enlouquecido, obrigada mostrengo!)
E o pai dos babies merece um troféu (ou dois ou três) pelo apoio e a paciência epelas flores que me traz nos dias maus! (thank's, luv' u, ti!)

Mas, a ingrata e difícil verdade é que ser mãe a tempo inteiro é para valentes, é maravilhoso mas não é fácil, tem dias que nos sabe a mel e outros que nos amarga a boca...
 E cansa mais do que qualquer emprego, sim QUALQUER emprego, mas se eu pudesse este seria o meu trabalho a full time, afinal até tenho jeito para a coisa e o que se faz por gosto faz-se sempre melhor!

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Ainda dizem que o São Pedro é santo padroeiro...

Já só faltam 10 dias para voltar a trabalhar (também, fora de casa, porque quando se é mãe nunca se deixa de trabalhar!), como é que já se passaram 6 meses, COMO????

Ando de coração apertadinho... Apesar de ter saudades das minhas colegas, não me apetece nada voltar e ter de abrir mão de ser mãe deles, em exclusivo...

Euromilhões porque me abandonaste??? (Estou farta de te dizer quais são os numeros, farta... BURRO PÁ!!!!)

Entretanto o Guilherme já se iniciou na sopa e adora mas, para a minha tranquilidade sofrer constantes facadas, não aceita biberão, é fiel que dói, à maminha e ando aqui em sofrimento porque vejo os dias a passar e ele nada de se resolver a aceitar o dito-cujo... Como o jeitoso já pesa 9,500kg, não queria dar papa ao pequeno leitão, mas não se apresentam grandes alternativas para o período entre as 7h (maminha da mamã) e as 13h (sopa), uma vez que o bibas é coisa que não lhe assiste e eu só estarei de volta às 15h30m para sossegar o pequeno Drácula da maminha...

A avó é uma valente (ou ingénua...) e vai ficar com os dois, mas vai suar as estopinhas com eles, ai, vai, vai! 
Mas, segundo a própria, quem corre por gosto não cansa! 
 (pobre avó encantada que vê os netinhos como uns anjinhos papudos e em breve vai perceber que quando berram ao mesmo tempo é de fugir e parece que desce o demo sobre eles!!!)
 O que vale é que tem o avô para a ajudar a entreter os anjinhos, que com babies, colos extra nunca são demais!

Por exemplo agora, durante as ferias do pai, ficaram os dois doentes, cheios de febre, com este fantástico calor medonho, o que ajuda bastante a baixar temperaturas febris...
Nós estávamos na Nazaré quando começou o martírio, primeiro ela, birras intermináveis, febre e vomito por todo o lado... 
Depois melhorou e lá fomos para o Zêzere onde voltou o suplício e desta vez sem ceder com Paracetamol, o que nos levou a ter de ir com ela a uma clínica de urgência e à estreia do primeiro antibiótico no bucho... 
Toda a gente a curtir o solinho e a piscina, no maravilhoso jardim da Vila dos Castanheiros ,
 e eu a penar com ela enfiada no quarto, entre choros, vómitos e afins... 
Depois regressamos, ela já restabelecida graças ao antibiótico e o pequeno gigantones resolve seguir, ao de leve, as pisadas da irmã mais velha e ficar cheio de febre também, lá fizemos uma maravilhosa excursão ao Hospital Garcia de Orta. 
Não contentes com estes pequenos prazeres relaxantes que transformam quaisquer férias num Oásis no deserto, uma matilha de melgas resolve devorar a pobre Inês há 2 noites e parece um Ferrero Rocher... (picadas de melga + baby = coceira a noite toda, rabujice e nada de dormir)

 O pai entretanto começou ontem a ficar com febre e hoje começou a trabalhar... Doente! 
Obrigada São Pedro depois de nos tentares afogar com tanta chuva resolveste lixar-nos as férias com um calor de fugir que traz melgas e vírus marados, és um fixe, tu!