Ora vamos lá ao report dos babies que eu ando uma desnaturada, sem vergonha!
Inês, 2 anos e 10 meses:
A pequena popota transformou-se numa linda menina!
Gaja com letra maiúscula, já quer escolher a roupa (e eu deixo entre 2, ou 3 opções minhas!).
Ontem acertei-lhe as pontinhas do cabelo e fartou-se de chorar que quer o cabelo muito grande e não quer ter cabelo pequenino!
A cor preferida é, sem surpresas, cor de rosa, adora laços e brilhantes, uma pirosona portanto!
Já sabe despir-se sozinha, calçar-se sozinha (e sem trocar os sapatos!!) vestir sozinha tudo o que não seja de enfiar pela cabeça, conta perfeitamente até 20, sabe as cores todas, come sozinha e usa o garfo, bebe por um copo sem entornar, canta canções completas, consegue imitar pequenas coreografias, veste e despe os bonecos, sobe no escorrega sozinha, mesmo nas escadas de corda.
Tem um vocabulário bastante rico, usa palavras como exatamente ou horrível, constrói frases completas usando os verbos no tempo correcto (mas às vezes em vez de" fiz" diz "fazi"!)
Sabe dizer o nome completo dela, dos pais e dos avós, reconhece o caminho para casa, casa dos avós e para o parque, de carro ou a pé, sabe dizer a morada (rua, nº e andar).
Quando faz asneira tenta remediar a situação, arruma os brinquedos entre brincadeiras.
Medos superados: Banho de chuveiro (embora ainda lhe incomode muiiitoooo a água na cabeça); entrar no mar (vai de braçadeiras e adora se bem que não deixa a água subir muito além da coxa!) Bacio (ainda andamos às voltas com o desfralde mas às vezes já pede para fazer no bacio, embora raramente faça!)
Provas por superar: Largar as fraldas de vez, largar a chucha, dormir a noite toda na cama dela. Já houve grandes avanços nestes 3 campos mas ainda há algum caminho pela frente, sem dramas e sem pressas lá chegaremos! Medo de bichos.
Brincadeiras preferidas: Faz de conta, fazer castelos, jogar às escondidas, fazer comidinhas, dar banho aos bebés, jogar à apanhada, caçar tesouros, rebolar na cama com o irmão, jogar à bola, brincar aos médicos (nada de piadolas porcas!!), brincar com carrinhos e aos salvamentos! Tudo o que seja com outras crianças!
Sei que ela está mesmo a crescer quando...
Ela me diz: "Eu consigo fazer sozinha!" E consegue mesmo...
Vou comprar-lhe roupa e descubro que tenho mesmo que ir à secção de criança e já não posso ir à secção de bebé (que tem sempre coisas mais giras e fofinhas...)... Snif... Snif...
Guilherme, 7 meses e 10 dias:
Já se senta e já se aguenta alguns minutos em pé segurado à cama.
Diz mamã com intenção!
Quando tem fome faz: mmmm mmmm!
Já se revolta quando lhe tiramos da mão algo que ele quer.
Arrasta-se e rebola, para alcançar objectos distantes, a grande velocidade!
Passa objectos de uma mão para a outra e até consegue agarra-los com os pés!
Tira e mete a chucha à irmã (brincadeira preferida!!) e a ele, próprio!
Anda às nossas cavalitas e agarra-se bem!
Sorri o tempo todo!
Pesa com-ó-caraças!!!
Come sopa com carne, come fruta (banana, maçã e pera), iogurte, papa!
Consegue beber agua pelo copo de aprendizagem e já segura no biberão!
Come sozinho, sem problemas e grande rapidez, bolacha Maria e pão!
Continua a mamar durante a noite (oh bolas... prova ainda não superada...) e mal chego do trabalho tem sempre de ser a maminha do miminho (e agora a Inês também, acho que devo ter mel nas mamas caraças...)
Sei que ele está mesmo a crescer quando...
A roupa está mesmo a diminuir...
Já usa as mesmas fraldas da irmã (tamanho 5)...
O meto ao lado da irmã, deitados na cama e a diferença, entre os dois, é um palmo de altura! (Quando ele tiver um ano começam a perguntar-me se são gémeos, de certeza!!)
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Desabafos curtos (e grossos!!) #1
Os abonos vão continuar a ser mesma M
As creches do estado vão continuar a não ser a resposta que muitos (a grande, grande, GRANDE maioria dos) pais precisavam para ter o primeiro filho ou arriscar o segundo...
Poucas pessoas podem pagar 300 a 400 euros, despreocupadamente, para ter um filho na creche, quanto mais multiplicar estes valores por dois ou três...
A redução de carga horária vai implicar a perda de remuneração (muito) significativa, logo a maioria dos pais não poderão usufruir da mesma, ou seja é uma ficção que adorna uma pré-campanha política, nada mais! Para além de que, já sabemos, será muito mal vista e aceite pelas Empresas e em muitos casos significará a ameaça da perda de emprego, porque não há uma grande salvaguarda da aplicação deste direito.
O aumento da licença de maternidade para um ano igual ao assunto anterior, implica perda significativa de vencimento (durante um ano) e vai ser mal aceite pelas Empresas, embora neste caso haja algumas medidas pensadas para tornar o assunto, mais ou menos, exequível.
Se quisessem mesmo incentivar a natalidade, alargavam a licença para um ano com retribuição a 100%;
aumentavam o numero de creches de estado e garantiam entrada das crianças, filhas de pais trabalhadores, a partir do 1 ano*, sendo que a mensalidade nunca deveria ultrapassar os 10% do rendimento total mensal do agregado*2;
*(A partir dos 3 anos todas as crianças deveriam ter entrada assegurada, uma vez que é a idade, recomendada, para entrada na creche, antes desta idade devia dar-se prioridade às crianças com pais no mercado de trabalho.)
*2( 1, 2, 3, 4 filhos ficaria, em termos de mensalidade de creche, sempre no mesmo valor , ou seja 10% no total e não 10%
por cada filho!)
a redução de horário de trabalho deveria ser de 2h/dia até a criança completar os 3 anos para ambos os pais, sem qualquer perda de retribuição, (a Segurança Social ressarcia a Empresa no valor horário da ausência do Empregado mais 1%, sem obrigação a substituição do mesmo, por outrem, durante a ausência) 2h/dia até a criança completar os 10 anos para um dos pais (em exclusivo, ou alternado por mutuo acordo) com perda de 5% da retribuição, retido pela Empresa. E 4h/semana até o jovem completar 18 anos, com perda de 3% da retribuição, retido pela Empresa.
Assim sim, eram incentivos imediatos, práticos e exequíveis à natalidade.
(Gostei, no entanto, da redução de IRS e atribuição de um medico de familia a todas as grávidas, medidas que também foram anunciadas, mas isto são apenas adjuvantes ao tratamento da baixa da natalidade, meus Senhores, não curam nada, é como meter um penso rápido numa gangrena...)
terça-feira, 1 de julho de 2014
O regresso à vida activa(???)
E, num abrir e fechar de olhos, chegou o dia de voltar ao trabalho..
Claro que com horário reduzido ... (6 horas de trabalho + 1 h de refeição o que equivale a 7 horas + 1 hora de deslocação, entre ida e regresso, o que passa a representar 8 horas...) mas ainda assim, sobretudo para quem ainda amamenta (o meu caso), é complicado de gerir, sobretudo emocionalmente.
Desta vez ia deixar não um, mas dois bebés...... (A Inês desde Abril que estava em casa comigo, devido a ter ficado de baixa por gravidez de risco do Guilherme)
Foi duro e a antecipação amarga...
Apesar de saber que estão muito bem entregues, no coli(ni)nho do mimo dos avós, é impossível não haver algumas lágrimas...
Primeiro eu, que um mês antes já suspirava por tudo e por nada e parecia que os dias me fugiam...
Depois o pequeno-lontrinho...
No primeiro dia recusou-se a comer, embora goste de sopa, de papa e de fruta (biberão é que nunca aceitou), recusou toda a comida, cuspia tudo e chorava que nem um condenado (ele e eu, cada vez que ligava para a minha mãe e ela me dizia que ele se recusava a comer...), quando cheguei até tinha olheiras o meu pobre bebé, doeu-me tanto (o penar dele e as minhas mamas que estavam cheias e ele parecia um papa-formigas faminto...).
No segundo dia, no entanto, bebeu um biberão de leite e agarrou-se ao bibas (que ele sempre tinha odiado) com unhas e dentes (sim, já tem 2 dentes a romper!!), que isto mais vale ser um bebé prevenido e à laia da Àgata:
“Podes ficar com as mamas, com o colo e com os teus beijos, mas não fiques com ele!! (o biberão, neste caso!!)”
Agora, 6 dias depois, já parece estar mais convencido, aceita o biberão a meio da manhã e a sopa e fruta ao almoço, depois, às 15h30m, quando chego, atesta maminha até aos olhinhos e só quer mimalho e colinho com fartura!
Agora a minha pequenicas...
Os primeiros dois dias foram pacíficos, ficou com os meus pais e o irmão, portou-se bem, andou bem disposta e até ajudou a tomar conta do mano em sofrimento.
Nos seguintes já houve sangue, suor e lágrimas...
Rabuja por tudo, chora quando eu saio, quer o meu colo, diz que tem muitas saudades, dorme agitada... Quando eu chego faz birra por tudo... Enfim... Está a estranhar estas horas de afastamento e a reagir com o gostinho gourmet dos terrible two...
Eu, agora, no entanto, sinto-me mais tranquila, mais bem-disposta, mais disponível para os dois.
Nas últimas semanas andava muito stressada, estiveram ambos doentes, foi muito cansativo e depois a angústia da antecipação comia-me por dentro...
Levanto-me às 6h da manhã e deito-me às 23h, mas sinto-me muito menos cansada, mais capaz de gerir as birras deles, sem stressar ou ranger os dentes... Fazia-me falta esta folga de ir trabalhar, é quase como estar de férias, apesar de ali se trabalhar à séria!!!
É verdade que ser bem recebida no meu local de trabalho pelas minhas meninas também ajudou muito (obrigada minha Selma, Joaninha, Sarita e Carinocas, vocês são as maiores!!!), faziam-me falta os risos delas, as loucuras saudáveis, as conversas!
Também é verdade que o carinho e o amor que os meus pais (e a minha sogra aos fins de semana) dedicam aos meus filhos contribuem para a minha tranquilidade (vivam os avós, que são assim das melhores coisas do mundo!!!)
E os miminhos da minha Sandra (minha amiga de tantos anos, de tantas crises, de tantas lutas) me souberam pela vida! Obrigada loura amo-te daqui até à lua (sem André Sardet, por favor!!)
E tenho o melhor irmão do mundo!!! (Sem ti mano tinha enlouquecido, obrigada mostrengo!)
E o pai dos babies merece um troféu (ou dois ou três) pelo apoio e a paciência epelas flores que me traz nos dias maus! (thank's, luv' u, ti!)
Mas, a ingrata e difícil verdade é que ser mãe a tempo inteiro é para valentes, é maravilhoso mas não é fácil, tem dias que nos sabe a mel e outros que nos amarga a boca...
E cansa mais do que qualquer emprego, sim QUALQUER emprego, mas se eu pudesse este seria o meu trabalho a full time, afinal até tenho jeito para a coisa e o que se faz por gosto faz-se sempre melhor!
Claro que com horário reduzido ... (6 horas de trabalho + 1 h de refeição o que equivale a 7 horas + 1 hora de deslocação, entre ida e regresso, o que passa a representar 8 horas...) mas ainda assim, sobretudo para quem ainda amamenta (o meu caso), é complicado de gerir, sobretudo emocionalmente.
Desta vez ia deixar não um, mas dois bebés...... (A Inês desde Abril que estava em casa comigo, devido a ter ficado de baixa por gravidez de risco do Guilherme)
Foi duro e a antecipação amarga...
Apesar de saber que estão muito bem entregues, no coli(ni)nho do mimo dos avós, é impossível não haver algumas lágrimas...
Primeiro eu, que um mês antes já suspirava por tudo e por nada e parecia que os dias me fugiam...
Depois o pequeno-lontrinho...
No primeiro dia recusou-se a comer, embora goste de sopa, de papa e de fruta (biberão é que nunca aceitou), recusou toda a comida, cuspia tudo e chorava que nem um condenado (ele e eu, cada vez que ligava para a minha mãe e ela me dizia que ele se recusava a comer...), quando cheguei até tinha olheiras o meu pobre bebé, doeu-me tanto (o penar dele e as minhas mamas que estavam cheias e ele parecia um papa-formigas faminto...).
No segundo dia, no entanto, bebeu um biberão de leite e agarrou-se ao bibas (que ele sempre tinha odiado) com unhas e dentes (sim, já tem 2 dentes a romper!!), que isto mais vale ser um bebé prevenido e à laia da Àgata:
“Podes ficar com as mamas, com o colo e com os teus beijos, mas não fiques com ele!! (o biberão, neste caso!!)”
Agora, 6 dias depois, já parece estar mais convencido, aceita o biberão a meio da manhã e a sopa e fruta ao almoço, depois, às 15h30m, quando chego, atesta maminha até aos olhinhos e só quer mimalho e colinho com fartura!
Agora a minha pequenicas...
Os primeiros dois dias foram pacíficos, ficou com os meus pais e o irmão, portou-se bem, andou bem disposta e até ajudou a tomar conta do mano em sofrimento.
Nos seguintes já houve sangue, suor e lágrimas...
Rabuja por tudo, chora quando eu saio, quer o meu colo, diz que tem muitas saudades, dorme agitada... Quando eu chego faz birra por tudo... Enfim... Está a estranhar estas horas de afastamento e a reagir com o gostinho gourmet dos terrible two...
Eu, agora, no entanto, sinto-me mais tranquila, mais bem-disposta, mais disponível para os dois.
Nas últimas semanas andava muito stressada, estiveram ambos doentes, foi muito cansativo e depois a angústia da antecipação comia-me por dentro...
Levanto-me às 6h da manhã e deito-me às 23h, mas sinto-me muito menos cansada, mais capaz de gerir as birras deles, sem stressar ou ranger os dentes... Fazia-me falta esta folga de ir trabalhar, é quase como estar de férias, apesar de ali se trabalhar à séria!!!
É verdade que ser bem recebida no meu local de trabalho pelas minhas meninas também ajudou muito (obrigada minha Selma, Joaninha, Sarita e Carinocas, vocês são as maiores!!!), faziam-me falta os risos delas, as loucuras saudáveis, as conversas!
Também é verdade que o carinho e o amor que os meus pais (e a minha sogra aos fins de semana) dedicam aos meus filhos contribuem para a minha tranquilidade (vivam os avós, que são assim das melhores coisas do mundo!!!)
E os miminhos da minha Sandra (minha amiga de tantos anos, de tantas crises, de tantas lutas) me souberam pela vida! Obrigada loura amo-te daqui até à lua (sem André Sardet, por favor!!)
E tenho o melhor irmão do mundo!!! (Sem ti mano tinha enlouquecido, obrigada mostrengo!)
E o pai dos babies merece um troféu (ou dois ou três) pelo apoio e a paciência epelas flores que me traz nos dias maus! (thank's, luv' u, ti!)
Mas, a ingrata e difícil verdade é que ser mãe a tempo inteiro é para valentes, é maravilhoso mas não é fácil, tem dias que nos sabe a mel e outros que nos amarga a boca...
E cansa mais do que qualquer emprego, sim QUALQUER emprego, mas se eu pudesse este seria o meu trabalho a full time, afinal até tenho jeito para a coisa e o que se faz por gosto faz-se sempre melhor!
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Ainda dizem que o São Pedro é santo padroeiro...
Já só faltam 10 dias para voltar a trabalhar (também, fora de casa, porque quando se é mãe nunca se deixa de trabalhar!), como é que já se passaram 6 meses, COMO????
Ando de coração apertadinho... Apesar de ter saudades das minhas colegas, não me apetece nada voltar e ter de abrir mão de ser mãe deles, em exclusivo...
Euromilhões porque me abandonaste??? (Estou farta de te dizer quais são os numeros, farta... BURRO PÁ!!!!)
Entretanto o Guilherme já se iniciou na sopa e adora mas, para a minha tranquilidade sofrer constantes facadas, não aceita biberão, é fiel que dói, à maminha e ando aqui em sofrimento porque vejo os dias a passar e ele nada de se resolver a aceitar o dito-cujo... Como o jeitoso já pesa 9,500kg, não queria dar papa ao pequeno leitão, mas não se apresentam grandes alternativas para o período entre as 7h (maminha da mamã) e as 13h (sopa), uma vez que o bibas é coisa que não lhe assiste e eu só estarei de volta às 15h30m para sossegar o pequeno Drácula da maminha...
A avó é uma valente (ou ingénua...) e vai ficar com os dois, mas vai suar as estopinhas com eles, ai, vai, vai!
Mas, segundo a própria, quem corre por gosto não cansa!
(pobre avó encantada que vê os netinhos como uns anjinhos papudos e em breve vai perceber que quando berram ao mesmo tempo é de fugir e parece que desce o demo sobre eles!!!)
O que vale é que tem o avô para a ajudar a entreter os anjinhos, que com babies, colos extra nunca são demais!
Por exemplo agora, durante as ferias do pai, ficaram os dois doentes, cheios de febre, com este fantástico calor medonho, o que ajuda bastante a baixar temperaturas febris...
Nós estávamos na Nazaré quando começou o martírio, primeiro ela, birras intermináveis, febre e vomito por todo o lado...
Depois melhorou e lá fomos para o Zêzere onde voltou o suplício e desta vez sem ceder com Paracetamol, o que nos levou a ter de ir com ela a uma clínica de urgência e à estreia do primeiro antibiótico no bucho...
Toda a gente a curtir o solinho e a piscina, no maravilhoso jardim da Vila dos Castanheiros ,
e eu a penar com ela enfiada no quarto, entre choros, vómitos e afins...
Depois regressamos, ela já restabelecida graças ao antibiótico e o pequeno gigantones resolve seguir, ao de leve, as pisadas da irmã mais velha e ficar cheio de febre também, lá fizemos uma maravilhosa excursão ao Hospital Garcia de Orta.
Não contentes com estes pequenos prazeres relaxantes que transformam quaisquer férias num Oásis no deserto, uma matilha de melgas resolve devorar a pobre Inês há 2 noites e parece um Ferrero Rocher... (picadas de melga + baby = coceira a noite toda, rabujice e nada de dormir)
O pai entretanto começou ontem a ficar com febre e hoje começou a trabalhar... Doente!
Obrigada São Pedro depois de nos tentares afogar com tanta chuva resolveste lixar-nos as férias com um calor de fugir que traz melgas e vírus marados, és um fixe, tu!
Ando de coração apertadinho... Apesar de ter saudades das minhas colegas, não me apetece nada voltar e ter de abrir mão de ser mãe deles, em exclusivo...
Euromilhões porque me abandonaste??? (Estou farta de te dizer quais são os numeros, farta... BURRO PÁ!!!!)
Entretanto o Guilherme já se iniciou na sopa e adora mas, para a minha tranquilidade sofrer constantes facadas, não aceita biberão, é fiel que dói, à maminha e ando aqui em sofrimento porque vejo os dias a passar e ele nada de se resolver a aceitar o dito-cujo... Como o jeitoso já pesa 9,500kg, não queria dar papa ao pequeno leitão, mas não se apresentam grandes alternativas para o período entre as 7h (maminha da mamã) e as 13h (sopa), uma vez que o bibas é coisa que não lhe assiste e eu só estarei de volta às 15h30m para sossegar o pequeno Drácula da maminha...
A avó é uma valente (ou ingénua...) e vai ficar com os dois, mas vai suar as estopinhas com eles, ai, vai, vai!
Mas, segundo a própria, quem corre por gosto não cansa!
(pobre avó encantada que vê os netinhos como uns anjinhos papudos e em breve vai perceber que quando berram ao mesmo tempo é de fugir e parece que desce o demo sobre eles!!!)
O que vale é que tem o avô para a ajudar a entreter os anjinhos, que com babies, colos extra nunca são demais!
Por exemplo agora, durante as ferias do pai, ficaram os dois doentes, cheios de febre, com este fantástico calor medonho, o que ajuda bastante a baixar temperaturas febris...
Nós estávamos na Nazaré quando começou o martírio, primeiro ela, birras intermináveis, febre e vomito por todo o lado...
Depois melhorou e lá fomos para o Zêzere onde voltou o suplício e desta vez sem ceder com Paracetamol, o que nos levou a ter de ir com ela a uma clínica de urgência e à estreia do primeiro antibiótico no bucho...
Toda a gente a curtir o solinho e a piscina, no maravilhoso jardim da Vila dos Castanheiros ,
e eu a penar com ela enfiada no quarto, entre choros, vómitos e afins...
Depois regressamos, ela já restabelecida graças ao antibiótico e o pequeno gigantones resolve seguir, ao de leve, as pisadas da irmã mais velha e ficar cheio de febre também, lá fizemos uma maravilhosa excursão ao Hospital Garcia de Orta.
Não contentes com estes pequenos prazeres relaxantes que transformam quaisquer férias num Oásis no deserto, uma matilha de melgas resolve devorar a pobre Inês há 2 noites e parece um Ferrero Rocher... (picadas de melga + baby = coceira a noite toda, rabujice e nada de dormir)
O pai entretanto começou ontem a ficar com febre e hoje começou a trabalhar... Doente!
Obrigada São Pedro depois de nos tentares afogar com tanta chuva resolveste lixar-nos as férias com um calor de fugir que traz melgas e vírus marados, és um fixe, tu!
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Eu, mãe foleira me confesso!
Cada vez é mais difícil ser uma mãe normal porque deixaram de existir crianças normais...
Hoje todas as crianças têm de ser excepcionais, sobredotadas, muito adultas para a idade, avançadas, etc...
Raramente se ouve, o meu filho é péssimo nisto ou naquilo, ou preguiçoso... As crianças têm todas de ser fantásticas, perfeitas, de sonho... Um sonho estranho que se torna num frustrante pesadelo para os pais...
Porque crianças perfeitas precisam de pais perfeitos...
Eu não sou uma super-mãe, não sou perfeita, não tenho nervos de aço, erro muitas vezes e nem sempre aprendo à primeira...
Sou de uma espécie, pelos vistos, quase extinta a espécie das mães normais... E tenho filhos normais que tento fazer felizes sem lhes dar a entender que o mundo gira à volta deles, porque não gira e se o têm que descobrir ao menos que seja por mim...
Acho os meus filhos especiais porque são meus, mas sei que o mundo não os verá como eu, nem os amará incondicionalmente e eles precisam de aprender isso e ter noção da realidade.
Haverá sempre alguém que os achará pouco interessantes, haverá sempre alguém que os achará feios, haverá sempre alguém que os achará invisíveis. Sempre.
E isto não é crueldade gratuita é apenas a realidade das coisas.
Também, felizmente, haverá sempre quem, além de mim, os ame e os ache o máximo! E isto sim é importante que saibam, ao longo da vida podem descobrir todo o tipo de pessoas e de umas gostarão e de outras não, porque é assim mesmo...
Não temos que agradar a toda a gente e nem toda a gente nos agrada, mas apesar disto devemos tentar não sermos cruéis...
Não sei que adultos serão os meus filhos, não sei se os valores que lhes tento transmitir serão os mais correctos, porque nem sempre consigo dar o melhor exemplo, nem sempre ajo da melhor maneira e tenho consciência disso.
Sou humana, não sou super, felizmente, têm alguém que os ensine que não seja inimitável na sua perfeição... Deve ser muito assustador para uma criança ter pais perfeitos, as expectativas tornam-se tão grandes que parecem logo, à partida insuperáveis ou inatingíveis...
Comigo não há esse risco, pelo menos, sei que eles poderão sempre ser melhores do que eu e se não forem podem sempre meter-me as culpas em cima e dizer que a culpa foi minha e que não fui um bom exemplo!
Nem sempre faço programas super-interessantes com eles, muitos dos nossos dias são passados em casa,a fazer coisas perfeitamente normais...
Não pretendo que aprendam mandarim, ou inglês com 2 anos, ou piano, ou ballet... Lamento...
Fico satisfeita se já forem dizendo alguma coisa perceptível em Português e se gostarem de andar aos pulos quando ouvem musica e que dancem livremente, mesmo que pareçam cangurus-bêbados!
Não brincam com o i-pad ou com tablets, lamento mas não vejo o interesse e acho que existem coisas mais resistentes para caírem ao chão nesta casa...
Não vamos a mercaditos e merdices do tipo da moda prefiro leva-los ao parque ou ao jardim, não tenho pachorra para esses eventos "supé-fashion" e duvido que a minha filha se divertisse mais nesses meios do que aos gritos na praia a cair de boca na areia...
Não anda na creche ainda e não estou preocupada com o desenvolvimento dela.
Gosta de fazer amizades, gosta de partilhar mas também sabe ser egoísta, ou dar uma chapada noutro puto (e os outros meninos também sabem, mesmo que os pais não o admitam!)...
Tento ensina-la a ser amiga de todos, mas nunca a obrigarei a levar porrada e ficar quieta, começar guerras não, mas defender-se sempre e se possível que não seja ela a ficar no chão!
Não gasto 100 euros, nem 50 num vestido para a Inês, sou muito vaidosa com os meus filhos, mas estão a crescer constantemente e tenho juízo na cabeça! Roupa da Modalfa, da Zara ou da H&M servem perfeitamente, se servem para mim, também servem para eles, temos pena!
(E honestamente irrita-me essas roupinhas todas cocós... Miúdos de fofos, ou que raio é aquilo, que parecem uns parolos pequeninos... Coitadinhos... Quando virem as fotos deles daqui a uns anos é que vai ser bonito...)
Muitas vezes têm nódoas na roupa, fazem birras, são insuportáveis, eu também!
Riem-se de coisas parvas... Eu também...
São desajeitados e desastrados... Eu também...
Jamais aprenderão comigo a fazer pratos gourmet, rendas de bilros ou a tocar violino...
Mas tudo o que lhes puder ensinar, tudo o que eu aprendi, ser-lhes-à ensinado com amor e a paciência que me for possível, porque há dias melhores do que outros e nem sempre os ensinamos em dias bons!
Hoje todas as crianças têm de ser excepcionais, sobredotadas, muito adultas para a idade, avançadas, etc...
Raramente se ouve, o meu filho é péssimo nisto ou naquilo, ou preguiçoso... As crianças têm todas de ser fantásticas, perfeitas, de sonho... Um sonho estranho que se torna num frustrante pesadelo para os pais...
Porque crianças perfeitas precisam de pais perfeitos...
Eu não sou uma super-mãe, não sou perfeita, não tenho nervos de aço, erro muitas vezes e nem sempre aprendo à primeira...
Sou de uma espécie, pelos vistos, quase extinta a espécie das mães normais... E tenho filhos normais que tento fazer felizes sem lhes dar a entender que o mundo gira à volta deles, porque não gira e se o têm que descobrir ao menos que seja por mim...
Acho os meus filhos especiais porque são meus, mas sei que o mundo não os verá como eu, nem os amará incondicionalmente e eles precisam de aprender isso e ter noção da realidade.
Haverá sempre alguém que os achará pouco interessantes, haverá sempre alguém que os achará feios, haverá sempre alguém que os achará invisíveis. Sempre.
E isto não é crueldade gratuita é apenas a realidade das coisas.
Também, felizmente, haverá sempre quem, além de mim, os ame e os ache o máximo! E isto sim é importante que saibam, ao longo da vida podem descobrir todo o tipo de pessoas e de umas gostarão e de outras não, porque é assim mesmo...
Não temos que agradar a toda a gente e nem toda a gente nos agrada, mas apesar disto devemos tentar não sermos cruéis...
Não sei que adultos serão os meus filhos, não sei se os valores que lhes tento transmitir serão os mais correctos, porque nem sempre consigo dar o melhor exemplo, nem sempre ajo da melhor maneira e tenho consciência disso.
Sou humana, não sou super, felizmente, têm alguém que os ensine que não seja inimitável na sua perfeição... Deve ser muito assustador para uma criança ter pais perfeitos, as expectativas tornam-se tão grandes que parecem logo, à partida insuperáveis ou inatingíveis...
Comigo não há esse risco, pelo menos, sei que eles poderão sempre ser melhores do que eu e se não forem podem sempre meter-me as culpas em cima e dizer que a culpa foi minha e que não fui um bom exemplo!
Nem sempre faço programas super-interessantes com eles, muitos dos nossos dias são passados em casa,a fazer coisas perfeitamente normais...
Não pretendo que aprendam mandarim, ou inglês com 2 anos, ou piano, ou ballet... Lamento...
Fico satisfeita se já forem dizendo alguma coisa perceptível em Português e se gostarem de andar aos pulos quando ouvem musica e que dancem livremente, mesmo que pareçam cangurus-bêbados!
Não brincam com o i-pad ou com tablets, lamento mas não vejo o interesse e acho que existem coisas mais resistentes para caírem ao chão nesta casa...
Não vamos a mercaditos e merdices do tipo da moda prefiro leva-los ao parque ou ao jardim, não tenho pachorra para esses eventos "supé-fashion" e duvido que a minha filha se divertisse mais nesses meios do que aos gritos na praia a cair de boca na areia...
Não anda na creche ainda e não estou preocupada com o desenvolvimento dela.
Gosta de fazer amizades, gosta de partilhar mas também sabe ser egoísta, ou dar uma chapada noutro puto (e os outros meninos também sabem, mesmo que os pais não o admitam!)...
Tento ensina-la a ser amiga de todos, mas nunca a obrigarei a levar porrada e ficar quieta, começar guerras não, mas defender-se sempre e se possível que não seja ela a ficar no chão!
Não gasto 100 euros, nem 50 num vestido para a Inês, sou muito vaidosa com os meus filhos, mas estão a crescer constantemente e tenho juízo na cabeça! Roupa da Modalfa, da Zara ou da H&M servem perfeitamente, se servem para mim, também servem para eles, temos pena!
(E honestamente irrita-me essas roupinhas todas cocós... Miúdos de fofos, ou que raio é aquilo, que parecem uns parolos pequeninos... Coitadinhos... Quando virem as fotos deles daqui a uns anos é que vai ser bonito...)
Muitas vezes têm nódoas na roupa, fazem birras, são insuportáveis, eu também!
Riem-se de coisas parvas... Eu também...
São desajeitados e desastrados... Eu também...
Jamais aprenderão comigo a fazer pratos gourmet, rendas de bilros ou a tocar violino...
Mas tudo o que lhes puder ensinar, tudo o que eu aprendi, ser-lhes-à ensinado com amor e a paciência que me for possível, porque há dias melhores do que outros e nem sempre os ensinamos em dias bons!
sábado, 17 de maio de 2014
Quando o caos é o nosso céu!
Há momentos em que ter dois bebés de idades aproximadas (Inês 2 anos e 7 meses, Guilherme 4 meses e meio) torna-se muito complicado...
Mas quem quer ter uma vida (mesmo, mesmo, mesmoooo) simples?
Os meus filhos são completamente diferentes, comportamentos, personalidades (para alem do género, obviamente!)
E nós também somos diferentes com cada um deles, porque ao contrario do que se pensa e se diz, eles não querem que os pais sejam iguais para os dois (justos sim!) porque todas as crianças têm necessidades e ritmos diferentes!
Assim, embora seja mãe pela segunda vez, é a primeira vez que sou mãe do Guilherme.
A Inês é uma força da natureza, livre, destemida, dramática, teimosa, voluntariosa, criativa e com uma imaginação inesgotável (e umas pilhas que estão sempre com a carga toda...)!
O Guilherme é tranquilo, sempre bem disposto, interage muito connosco (mais até do que ela interagia nesta fase) mas gosta pouco de muita agitação, assusta-se facilmente e não gosta de barulho...
A Inês nesta altura (4 meses) só adormecia no meu colo e era viciada nas mamas, chorava que nem uma abandonada se não tinha atenção imediata e constante (ainda hoje é igual...).
O Guilherme adora que o pai o adormeça e que lhe pegue assim que chega. Distrai-se imenso sozinho a explorar o que o rodeia e só chora em ultimo recurso, prefere dar gritinhos ou gargalhadas para ter atenção!
As mamas são mera fonte de alimentação, de resto não lhes liga nenhuma, se não tiver fome e eu (pensando que tem...) lhe oferecer a mama fica irritadíssimo!! (A Inês, mesmo sem fome, aceitava sempre um bocadinho de maminha!)
A Inês nunca se incomodou com a fralda molhada e fazia cocó (muito, muito, muito) sem se manifestar.
O Guilherme detesta ter a fralda molhada ou suja e faz um ahhhhhhhhhhhh!! seguido de um estremecer de braços e pernas cada vez que faz um belo cocó!
E depois há as semelhanças:
Ambos, entre uma serie considerável de bonecos, escolheram o mesmo para o ó-ó o elefante Igor(que a Inês por volta do 1 ano trocou pelo rato Migas!) e o frango Francisco como companheiro preferido de brincadeiras! (Por isso na minha cama muitas vezes somos 2 adultos, dois babies, um rato, um elefante e mais a gata, felizmente o gato tem juízo e dorme sossegado na sala...)
À noite são encalorados e gostam de dormir de braços esticados para trás! (comigo no meio, tipo salsicha esmifrada dentro de um muito inquieto cachorro quente...)
Começaram a rebolar e a virar-se com a mesma idade e no mesmo lugar!
Adoram o banho e encharcar-me toda...
Têm grande pontaria e desenvolveram com mestria a arte de bolsar-me de jacto, arrancar-me os óculos da cara, ou atirar-me coisas...
Ambos conseguiram acertar-me com cocó diversas vezes e/ou mijar-me...
Quando um acorda a berrar o outro faz o mesmo!
Quando um quer colo o outro... quer o mesmo!
Quando um ri à gargalhada o outro... ri à gargalhada e nós (que aquilo contagia à brava!!!) rimos à gargalhada!
Ás vezes andam com as fraldas trocadas... (quando vêm das avós!) (a Inês usa o tamanho 5 e o "pequeno" Gui, de quase 9kg e 68cm, usa o tamanho 3, quase a passar para o 4...)
Ás vezes andam com as chuchas trocadas... (Mais uma vez... as avós, essas grandes criativas!)
Têm o melhor cheiro, sorriso e olhar apaixonado do mundo (pelo menos do meu, claro!)
Adoram musica e dançar comigo! Têm preferência por sons ritmados e mexidos e pouco interesse (ou pachorra) por musica clássica. (Eu tb só comecei a gostar deste tipo lá para os 10-12 anos, por influência do meu tio João e sempre preferi musicas que dessem para abanar o rabo que slows e afins...)
São os dois parecidos com o pai... (Sim, é uma injustiça... Vivo as privações de duas gravidezes de alto risco e nem sequer se dignam a ser um bocadinho parecidos comigo... Babies ingratos!!! Mas pronto, a inteligência, o charme e o engenho herdaram da mãe!! ;) Eh eh eh!!)
São completamente irresistíveis e fofos e giros que se fartam e acho que descobri, finalmente, a minha verdadeira vocação:
Sei fazer babies giros e muito bem dispostos!!!
Também tenho outros "dons" descobertos recentemente:
Consigo dormir (muito, muito) pouco...
Consigo mudar fraldas a dormir (porque no dia seguinte nem me recordo...)
Consigo dar mama ao Guilherme e a sopa à Inês, ao mesmo tempo, enquanto canto...
Consigo resistir a choro muito, muito alto em simultâneo, durante minutos que me parecem horas, sem me atirar da janela ou esfaquear-me, ou enfiar tampões menstruais nas orelhas, ou meias, (sim, não tenho tampões para os ouvidos em casa...)ou os rabos dos gatos e sobreviver!!! (Também acho que estou a ficar gradualmente surda e isso, parecendo que não, também ajuda bastante!)
Consigo dizer de 5 em 5segundos: "Inês não grites que o teu irmão está a dormir!!", sem desistir e lidar com a frustação de não servir de nada... (Porque ela de 5 em 5 segundos esquece-se e volta a gritar, ou começa a cantar... aos gritos... Por acaso aqui acho que o "dom" é mais do Guilherme, que consegue dormir à mesma...)
Consigo lavar chuchas de 5 em 5 minutos sem as atirar todas para o lixo... (Aqui não é bem um "dom"... É mais o medo, o terrível medo do que viria depois... A minha vida sem as chuchas seria mesmo muito difícil... Obrigada por teres existido maravilhoso/a inventor/a das chuchas.. Obrigada...)
Consigo fazer máquinas e máquinas de roupa, sem decidir que eles conseguem sobreviver se andarem só de fralda...( Hummmm isto é mesmo muito tentador... Agora até está calor e tal... Tenho que rever este "dom" e pensar se não estou só a ser uma otária masoquista...)
Consigo tirar nódoas de tudo com toalhitas de bebé, sobretudo da minha roupa... (Aqui o mérito, se calhar, é das toalhitas, mas eu preciso de algum conforto e vou roubar-lhes o protagonismo...)
Consigo arrumar a casa 500 vezes por dia e ter sempre coisas fora do lugar e em locais inesperados, há dias tinha 2 limões dentro da gaveta das toalhas da cozinha e 4 batatas no bidé... (Faz de conta que isto é bom... OK??? Não me querem enervar mais, pois não??!!)
Consigo dormir em cima de chuchas, pinypons e, mais recentemente, um grande dinossauro de plástico... (e não acordar apesar de ficar cheia de marcas no corpo... Se isto não é um "dom" não sei o que será...)
Consigo não matar todas as pessoas que me dizem: "Oh!! São iguais ao pai!" E me olham em tom desafiador... (só pode) E ainda conseguir sorrir, sem ter uma contratura muscular nas bochechas de tanta tensão... (E no fundo, ter a certeza, que jamais poderiam ser mais lindos os meus filhos e que que foram buscar os olhos fantásticos do babado do pai e o seu sorriso contagiante e genuinamente bonito! E ficar feliz com isso!)
Ter o maior dom de todos, o de os ter na minha vida e ser deles todos os dias até morrer e se calhar até depois disso!
E de os amar, desta forma louca, desvairada, irracional, pura, visceral!
Um sentir que só se sabe e só se sente pelos NOSSOS filhos e por mais ninguém e só se aprende por eles e com eles!
Mas quem quer ter uma vida (mesmo, mesmo, mesmoooo) simples?
Os meus filhos são completamente diferentes, comportamentos, personalidades (para alem do género, obviamente!)
E nós também somos diferentes com cada um deles, porque ao contrario do que se pensa e se diz, eles não querem que os pais sejam iguais para os dois (justos sim!) porque todas as crianças têm necessidades e ritmos diferentes!
Assim, embora seja mãe pela segunda vez, é a primeira vez que sou mãe do Guilherme.
A Inês é uma força da natureza, livre, destemida, dramática, teimosa, voluntariosa, criativa e com uma imaginação inesgotável (e umas pilhas que estão sempre com a carga toda...)!
O Guilherme é tranquilo, sempre bem disposto, interage muito connosco (mais até do que ela interagia nesta fase) mas gosta pouco de muita agitação, assusta-se facilmente e não gosta de barulho...
A Inês nesta altura (4 meses) só adormecia no meu colo e era viciada nas mamas, chorava que nem uma abandonada se não tinha atenção imediata e constante (ainda hoje é igual...).
O Guilherme adora que o pai o adormeça e que lhe pegue assim que chega. Distrai-se imenso sozinho a explorar o que o rodeia e só chora em ultimo recurso, prefere dar gritinhos ou gargalhadas para ter atenção!
As mamas são mera fonte de alimentação, de resto não lhes liga nenhuma, se não tiver fome e eu (pensando que tem...) lhe oferecer a mama fica irritadíssimo!! (A Inês, mesmo sem fome, aceitava sempre um bocadinho de maminha!)
A Inês nunca se incomodou com a fralda molhada e fazia cocó (muito, muito, muito) sem se manifestar.
O Guilherme detesta ter a fralda molhada ou suja e faz um ahhhhhhhhhhhh!! seguido de um estremecer de braços e pernas cada vez que faz um belo cocó!
E depois há as semelhanças:
Ambos, entre uma serie considerável de bonecos, escolheram o mesmo para o ó-ó o elefante Igor(que a Inês por volta do 1 ano trocou pelo rato Migas!) e o frango Francisco como companheiro preferido de brincadeiras! (Por isso na minha cama muitas vezes somos 2 adultos, dois babies, um rato, um elefante e mais a gata, felizmente o gato tem juízo e dorme sossegado na sala...)
À noite são encalorados e gostam de dormir de braços esticados para trás! (comigo no meio, tipo salsicha esmifrada dentro de um muito inquieto cachorro quente...)
Começaram a rebolar e a virar-se com a mesma idade e no mesmo lugar!
Adoram o banho e encharcar-me toda...
Têm grande pontaria e desenvolveram com mestria a arte de bolsar-me de jacto, arrancar-me os óculos da cara, ou atirar-me coisas...
Ambos conseguiram acertar-me com cocó diversas vezes e/ou mijar-me...
Quando um acorda a berrar o outro faz o mesmo!
Quando um quer colo o outro... quer o mesmo!
Quando um ri à gargalhada o outro... ri à gargalhada e nós (que aquilo contagia à brava!!!) rimos à gargalhada!
Ás vezes andam com as fraldas trocadas... (quando vêm das avós!) (a Inês usa o tamanho 5 e o "pequeno" Gui, de quase 9kg e 68cm, usa o tamanho 3, quase a passar para o 4...)
Ás vezes andam com as chuchas trocadas... (Mais uma vez... as avós, essas grandes criativas!)
Têm o melhor cheiro, sorriso e olhar apaixonado do mundo (pelo menos do meu, claro!)
Adoram musica e dançar comigo! Têm preferência por sons ritmados e mexidos e pouco interesse (ou pachorra) por musica clássica. (Eu tb só comecei a gostar deste tipo lá para os 10-12 anos, por influência do meu tio João e sempre preferi musicas que dessem para abanar o rabo que slows e afins...)
São os dois parecidos com o pai... (Sim, é uma injustiça... Vivo as privações de duas gravidezes de alto risco e nem sequer se dignam a ser um bocadinho parecidos comigo... Babies ingratos!!! Mas pronto, a inteligência, o charme e o engenho herdaram da mãe!! ;) Eh eh eh!!)
São completamente irresistíveis e fofos e giros que se fartam e acho que descobri, finalmente, a minha verdadeira vocação:
Sei fazer babies giros e muito bem dispostos!!!
Também tenho outros "dons" descobertos recentemente:
Consigo dormir (muito, muito) pouco...
Consigo mudar fraldas a dormir (porque no dia seguinte nem me recordo...)
Consigo dar mama ao Guilherme e a sopa à Inês, ao mesmo tempo, enquanto canto...
Consigo resistir a choro muito, muito alto em simultâneo, durante minutos que me parecem horas, sem me atirar da janela ou esfaquear-me, ou enfiar tampões menstruais nas orelhas, ou meias, (sim, não tenho tampões para os ouvidos em casa...)ou os rabos dos gatos e sobreviver!!! (Também acho que estou a ficar gradualmente surda e isso, parecendo que não, também ajuda bastante!)
Consigo dizer de 5 em 5segundos: "Inês não grites que o teu irmão está a dormir!!", sem desistir e lidar com a frustação de não servir de nada... (Porque ela de 5 em 5 segundos esquece-se e volta a gritar, ou começa a cantar... aos gritos... Por acaso aqui acho que o "dom" é mais do Guilherme, que consegue dormir à mesma...)
Consigo lavar chuchas de 5 em 5 minutos sem as atirar todas para o lixo... (Aqui não é bem um "dom"... É mais o medo, o terrível medo do que viria depois... A minha vida sem as chuchas seria mesmo muito difícil... Obrigada por teres existido maravilhoso/a inventor/a das chuchas.. Obrigada...)
Consigo fazer máquinas e máquinas de roupa, sem decidir que eles conseguem sobreviver se andarem só de fralda...( Hummmm isto é mesmo muito tentador... Agora até está calor e tal... Tenho que rever este "dom" e pensar se não estou só a ser uma otária masoquista...)
Consigo tirar nódoas de tudo com toalhitas de bebé, sobretudo da minha roupa... (Aqui o mérito, se calhar, é das toalhitas, mas eu preciso de algum conforto e vou roubar-lhes o protagonismo...)
Consigo arrumar a casa 500 vezes por dia e ter sempre coisas fora do lugar e em locais inesperados, há dias tinha 2 limões dentro da gaveta das toalhas da cozinha e 4 batatas no bidé... (Faz de conta que isto é bom... OK??? Não me querem enervar mais, pois não??!!)
Consigo dormir em cima de chuchas, pinypons e, mais recentemente, um grande dinossauro de plástico... (e não acordar apesar de ficar cheia de marcas no corpo... Se isto não é um "dom" não sei o que será...)
Consigo não matar todas as pessoas que me dizem: "Oh!! São iguais ao pai!" E me olham em tom desafiador... (só pode) E ainda conseguir sorrir, sem ter uma contratura muscular nas bochechas de tanta tensão... (E no fundo, ter a certeza, que jamais poderiam ser mais lindos os meus filhos e que que foram buscar os olhos fantásticos do babado do pai e o seu sorriso contagiante e genuinamente bonito! E ficar feliz com isso!)
Ter o maior dom de todos, o de os ter na minha vida e ser deles todos os dias até morrer e se calhar até depois disso!
E de os amar, desta forma louca, desvairada, irracional, pura, visceral!
Um sentir que só se sabe e só se sente pelos NOSSOS filhos e por mais ninguém e só se aprende por eles e com eles!
terça-feira, 29 de abril de 2014
As mentiras da verdade! Ser mãe não é (sempre) um paraíso!
Ser mãe é a melhor coisa do mundo!!!
Sim é, mas cansa! E cansa muito!
A maternidade tem muitos dias cinzentos, não são só dias cor-de-rosa, como, quase, todas as mães apregoam aos sete ventos...
É difícil, leva-nos ao extremo, testa-nos constantemente (e raramente achamos que passamos nos testes com distinção, porque achamos que podíamos ser sempre melhores) e nunca, nunca tem dias de folga...
(Mesmo se não estamos com eles, estamos a pensar neles, ou que a sopa está a acabar, ou que temos de comprar mais fraldas, ou interiores, ou que nos esquecemos de deixar alguma coisa,que ele(a) nunca precisou, mas se calhar vai precisar logo hoje, que não está connosco, tipo a maquina dos aerossóis que ainda está dentro da caixa...)
A primeira viagem nesta aventura, no entanto, parece-me que é a pior, em termos de ansiedade, cansaço e culpabilização constante... Não porque os primeiros filhos sejam mais difíceis, ou complicados, mas porque as primeiras mães ainda são virgens (e eu até de signo, valha-me-Deus) nestas andanças...
É todo um mundo novo que nos engole e nos acolhe!
Antes de nascerem até podemos estar tranquilas e confiantes! Pensamos que estamos preparadas, lemos bastante, falamos com amigas veteranas, queremos muito, o que é que pode correr mal? Certo?
Mas...
Mas, há sempre um mas...
A mulher que somos no dia antes de termos o nosso bebé, não é a mesma que nasce com ele, no dia seguinte...
Não é só ele que surge pela primeira vez no mundo, nós também!
E todas as certezas que tínhamos estremecem, mesmo se somos as pessoas mais confiantes e esclarecidas do mundo...
E aquilo "que nos vendem" as outras mamãs nem sempre se aplica no nosso caso, vejamos alguns exemplos que na pratica, comigo, não se verificaram:
-Eu, ainda na maternidade, já distinguia o choro do meu/inha bebé, do choro dos outros!
(se alguma vez isso me tivesse acontecido nunca tinha feito xixi à pressa, sempre que ia à casa de banho, ou tomado banho em 2m...)
-Mal olhei para ele(a) chorei muito e senti logo um amor avassalador! (Eu não chorei quando vi a Inês, ou quando vi o Guilherme, fiquei, sim, aliviada de os ver cá fora e de os saber saudáveis, amo-os avassaladoramente, mas esse Amor desmesurado constrói-se todos os dias e continuará a crescer todos os dias da minha vida!)
-Sempre que ele(a) chora identifico o que quer! (Ui... Confesso que com o Guilherme foi bem mais fácil, mas porque a minha tolerância a choro de baby já estava muito maior, mas com a Inês de inicio era mesmo Totobola: -Deve ser fome, ah, afinal deve ser fralda molhada, ah afinal deve querer só colo, ah, então se calhar são cólicas, ah afinal deve ser mesmo fome... ou então, não...)
-Nunca tive dificuldade em vestir o meu/inha bebé! (Eles são pequenos, odeiam que os dispam, choram como se os tivéssemos a matar, ficam vermelhos como pimentos, prestes a explodir... No meio disto tudo encaracolam-se todos, tesos que nem bacalhaus, enquanto nós tentamos enfiar lá dentro pernas e braços minúsculos, cheios de medo de os magoarmos, tudo isto ao som de um choro agudo e agonizante, que não termina durante todo o processo... Há mais difícil do que isto???)
E sim, temos medo de não acordar quando eles precisam de nós, nos primeiros dias. (E depois passamos a vida a ver se eles estão a respirar, quando dormem profundamente e somos nós que nem dormimos...)
Achamos que vamos aguentar bem a dormir pouco e afinal, dormir é tão maravilhoso e surpresa, das surpresas, faz-nos mesmo MUITA falta... (Resultado andamos com olheiras mais escuras que pântanos e um humor de cão com sarna...)
Vivemos no pânico da primeira febre... (E maldizemos todos os episódios que vimos do Dr. House, que nos deixam, agora, a cabeça às voltas...)
A primeira vez que se engasgam a sério, pára-nos o coração, apesar de podermos saber bem (na teoria) o que temos de fazer. (E depois fazemos o que é suposto e pensamos que da próxima vez não vamos fazer a tempo e... e... e... Enfim, apanhamos um cagaço do caraças!!!)
A primeira vez que batem com a cabeça (mesmo que seja uma pequena batidinha) pensamos logo em traumatismo craniano e damos connosco a observar a reacção deles durante as próximas 48h e com medo que durmam a sesta do costume, apesar de estarem normalíssimos... (Isto tudo, enquanto pensamos de 5m em 5m a culpa foi minha, a culpa foi minha, a culpa foi minha...)
Queremos muito que aprendam a andar, mas ao mesmo tempo temos tanto medo que caiam e se magoem que temos que nos controlar, muito, para não andarmos sempre a dar-lhe a mão... (Eu ainda fui pior e comprei-lhe um capacete... E vou usar neste outra vez quando chegar a altura...)
Achamos que vamos saber respeitar o seu ritmo de crescimento, mas acabamos sempre por ficar preocupadas quando ele ainda não anda, não gatinha, não fala, ou não conta até 56766746566566, como o filho/a da nossa amiga... (E sentimos-nos estupidamente vaidosas quando é o contrário... Que estupidez, mas é verdade...)
A única parte que melhora com o segundo filho, terceiro, etc..., é que já sabemos que vamos passar por isto tudo e que sobrevivemos da primeira vez e que apesar de não sabermos tudo, não sermos perfeitas, os primeiros filhos também sobreviveram e até nos parecem, muito felizes!!!
E se não compensasse em larga escala, porque é que existe a vontade de repetir tudo outra vez? Hum?
Sim é, mas cansa! E cansa muito!
A maternidade tem muitos dias cinzentos, não são só dias cor-de-rosa, como, quase, todas as mães apregoam aos sete ventos...
É difícil, leva-nos ao extremo, testa-nos constantemente (e raramente achamos que passamos nos testes com distinção, porque achamos que podíamos ser sempre melhores) e nunca, nunca tem dias de folga...
(Mesmo se não estamos com eles, estamos a pensar neles, ou que a sopa está a acabar, ou que temos de comprar mais fraldas, ou interiores, ou que nos esquecemos de deixar alguma coisa,que ele(a) nunca precisou, mas se calhar vai precisar logo hoje, que não está connosco, tipo a maquina dos aerossóis que ainda está dentro da caixa...)
A primeira viagem nesta aventura, no entanto, parece-me que é a pior, em termos de ansiedade, cansaço e culpabilização constante... Não porque os primeiros filhos sejam mais difíceis, ou complicados, mas porque as primeiras mães ainda são virgens (e eu até de signo, valha-me-Deus) nestas andanças...
É todo um mundo novo que nos engole e nos acolhe!
Antes de nascerem até podemos estar tranquilas e confiantes! Pensamos que estamos preparadas, lemos bastante, falamos com amigas veteranas, queremos muito, o que é que pode correr mal? Certo?
Mas...
Mas, há sempre um mas...
A mulher que somos no dia antes de termos o nosso bebé, não é a mesma que nasce com ele, no dia seguinte...
Não é só ele que surge pela primeira vez no mundo, nós também!
E todas as certezas que tínhamos estremecem, mesmo se somos as pessoas mais confiantes e esclarecidas do mundo...
E aquilo "que nos vendem" as outras mamãs nem sempre se aplica no nosso caso, vejamos alguns exemplos que na pratica, comigo, não se verificaram:
-Eu, ainda na maternidade, já distinguia o choro do meu/inha bebé, do choro dos outros!
(se alguma vez isso me tivesse acontecido nunca tinha feito xixi à pressa, sempre que ia à casa de banho, ou tomado banho em 2m...)
-Mal olhei para ele(a) chorei muito e senti logo um amor avassalador! (Eu não chorei quando vi a Inês, ou quando vi o Guilherme, fiquei, sim, aliviada de os ver cá fora e de os saber saudáveis, amo-os avassaladoramente, mas esse Amor desmesurado constrói-se todos os dias e continuará a crescer todos os dias da minha vida!)
-Sempre que ele(a) chora identifico o que quer! (Ui... Confesso que com o Guilherme foi bem mais fácil, mas porque a minha tolerância a choro de baby já estava muito maior, mas com a Inês de inicio era mesmo Totobola: -Deve ser fome, ah, afinal deve ser fralda molhada, ah afinal deve querer só colo, ah, então se calhar são cólicas, ah afinal deve ser mesmo fome... ou então, não...)
-Nunca tive dificuldade em vestir o meu/inha bebé! (Eles são pequenos, odeiam que os dispam, choram como se os tivéssemos a matar, ficam vermelhos como pimentos, prestes a explodir... No meio disto tudo encaracolam-se todos, tesos que nem bacalhaus, enquanto nós tentamos enfiar lá dentro pernas e braços minúsculos, cheios de medo de os magoarmos, tudo isto ao som de um choro agudo e agonizante, que não termina durante todo o processo... Há mais difícil do que isto???)
E sim, temos medo de não acordar quando eles precisam de nós, nos primeiros dias. (E depois passamos a vida a ver se eles estão a respirar, quando dormem profundamente e somos nós que nem dormimos...)
Achamos que vamos aguentar bem a dormir pouco e afinal, dormir é tão maravilhoso e surpresa, das surpresas, faz-nos mesmo MUITA falta... (Resultado andamos com olheiras mais escuras que pântanos e um humor de cão com sarna...)
Vivemos no pânico da primeira febre... (E maldizemos todos os episódios que vimos do Dr. House, que nos deixam, agora, a cabeça às voltas...)
A primeira vez que se engasgam a sério, pára-nos o coração, apesar de podermos saber bem (na teoria) o que temos de fazer. (E depois fazemos o que é suposto e pensamos que da próxima vez não vamos fazer a tempo e... e... e... Enfim, apanhamos um cagaço do caraças!!!)
A primeira vez que batem com a cabeça (mesmo que seja uma pequena batidinha) pensamos logo em traumatismo craniano e damos connosco a observar a reacção deles durante as próximas 48h e com medo que durmam a sesta do costume, apesar de estarem normalíssimos... (Isto tudo, enquanto pensamos de 5m em 5m a culpa foi minha, a culpa foi minha, a culpa foi minha...)
Queremos muito que aprendam a andar, mas ao mesmo tempo temos tanto medo que caiam e se magoem que temos que nos controlar, muito, para não andarmos sempre a dar-lhe a mão... (Eu ainda fui pior e comprei-lhe um capacete... E vou usar neste outra vez quando chegar a altura...)
Achamos que vamos saber respeitar o seu ritmo de crescimento, mas acabamos sempre por ficar preocupadas quando ele ainda não anda, não gatinha, não fala, ou não conta até 56766746566566, como o filho/a da nossa amiga... (E sentimos-nos estupidamente vaidosas quando é o contrário... Que estupidez, mas é verdade...)
A única parte que melhora com o segundo filho, terceiro, etc..., é que já sabemos que vamos passar por isto tudo e que sobrevivemos da primeira vez e que apesar de não sabermos tudo, não sermos perfeitas, os primeiros filhos também sobreviveram e até nos parecem, muito felizes!!!
E se não compensasse em larga escala, porque é que existe a vontade de repetir tudo outra vez? Hum?
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