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domingo, 3 de março de 2013

Ha quem solte os cães, por cá soltou-se a Grandola!

E se isto não foi a voz de um povo unido, então não sei o que terá sido!

Passos dá corda ao Coelho e põe-te a mexer!
Gaspar está na hora de te pores a andar!
Relvas aproveita a boleia e vai acabar o curso!

O amargo da Pipoca...

A Ana Garcia Martins, a Pipoca mais doce,  comentou a roupa que uma rapariga levou aos Oscares.
O comentário não foi abonatório é verdade, mas quantas super estrelas são criticadas pela indumentária que escolhem para calcar a passadeira vermelha?

Mas essa rapariga, que por sinal é giríssima, tem um cancro e estava ali porque a fundação "Make a Wish" realizou o maior desejo desta rapariga, ir aos Óscares!

A Pipoca criticou-lhe a roupa, não sabia que ela tinha cancro, tratou-a como uma pessoa normal, ou melhor tratou-a como uma estrela porque  julgou-a entre iguais (as restantes estrelas foram o seu ponto de referência, certo?) e a rapariga nesse momento, de facto devia sentir-se uma estrela e mesmo que estivesse de pijama a verdade é que estava nos Óscares!!!

Depois apedrejaram a Pipoca com insultos e desejos macabros, a Pipoca sentiu-se mal, porque não sabia e nem tinha de saber, criticou a roupa de alguém, foi má porque não fez discriminação positiva...

Muito melhores pessoas foram as que lhe desejaram que ela morresse, ou o seu bebé, ou toda a sua família , porque estas pessoas só desejam saúde a quem tem cancro, desde que não seja da família da Pipoca...
Estas pessoas jamais criticam a roupa de  alguem, ou se o fazem, primeiro perguntam sempre:
-Olá, bom dia! Tem cancro? É que se não tem deixe que lhe diga que se veste muito mal! Se tem, o verde alface fica-lhe muito bem!

E são tão boas pessoas que se a resposta for afirmativa, tornam-se defensores irasciveis do doente (mesmo que o doente, que é uma pessoa normal queira é distancia de gente louca).



Se o doente com cancro for a passar numa estrada e um automobilista não parar antes da passadeira, pelo menos 200m, vão lá estes defensores da boa-vontade com uma catana e degolam-no, porque são muito boas pessoas!!!
 E se o automobilista tiver filhos dentro do carro, matam-nos também para exterminar aquela prole vil de pessoas sem sensibilidade nenhuma...

O cancro levou-me, emprestado, uma das pessoas mais importantes da minha vida e se alguém tivesse falado mal da roupa dele na altura eu estar-me-ia perfeitamente nas tintas e ele também, acho que essa seria mesmo a menor das nossas preocupações!!
Para a A. S. A, a sua família  e muitas outras familias que se debatem com esta doença fica um xi e um beijinho de melhoras!

Mas sou mãe e sei o que uma gravida sente e receia por isso também envio um miminho à Pipoca mais Doce por este momento amargo!

E pessoas "boazinhas" joguem ao MIKADO ou assim...





quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Amamentação: Um dever? Um direito? Ou um estigma???

A Inês tem 16 meses ainda mama, mama porque quer, porque gosta, porque é um direito dela!

Quando digo que a Minha bebé ainda mama, 95% das pessoas surpreendem-se e se desses 95, 50% acham piada,os outros 50% acham horrível,(claro que nem todos assumem a viva-voz mas acham, os rostos e as caretas inconscientes denunciam logo o desagrado) acham estranho, ridículo, que é quase indecente ela mamar até esta idade, que é quase contra-natura (e eu que sempre achei natural amamentar...)
 e ainda me dizem estas pérolas, envoltas na sua supra-suma clareza de espírito, como se amamentar fosse um claro sinal de falta de emancipação feminina:

-O Joãozinho só mamou 15 dias porque eu não tinha paciência.

-A Ritinha é saudável e eu nunca lhe dei mama, os suplementos têm tudo o que eles precisam e a mulher não precisa sentir-se uma vaca…

-Eu sou uma mulher do sec. XXI não tenho tempo para isso!

Depois há a típica frase envolta em muita pena e alguma culpa (sem culpa alguma) das mães que deram pouco tempo:

-Dei pouco tempo porque o meu leite enfraqueceu...

Não, queridas mamãs, o leite não enfraquece, a menos que haja, algum problema de saúde,mas todas as mãe vivem este receio, (eu também vivi este medo na pele) mas se procurarem informação e apoio na amamentação saberão que o leite da mãe não enfraquece, adapta-se sim às necessidades do bebé e deixamos de produzir em excesso).

A grande maioria das mães só dão mama nos primeiros meses, não condeno, nem julgo, a amamentação deve ser desejada pelo bebé, mas também pela mamã e deve ser mantida durante o tempo em que for desejável e confortável para ambos!
Mas também, muitas vezes, este abandono acontece por falta de apoio, empatia dos outros e desânimo e fragilidade da mamã.

Se por um lado é um acto de amor e um vínculo entre a mãe e o seu bebé, também é certo que muitas vezes causa desgaste porque a nível físico é exigente e nisto o papá, por muito boa vontade que tenha, não nos pode render…

Agora, eu compreendo as opções de cada um, respeito dentro dos limites do sensato, mas fico em ebulição quando me chateiam porque a Inês já está grande para mamar…

Não, não está grande para mamar!

Vai continuar a mamar por opção nossa, porque eu gosto desses momentos só meus e dela, não me chateia, tenho paciência e não me sinto uma vaca!
Sou um mamífero e perdoem-me os estúpidos humanos com tetas mas sem vontade de as usar para dar mama, mas eu tenho muito gosto na minha condição de Ser que mamou e que dá de mamar à sua cria e se sou mais vaca, macaca, cadela, gata, cabra, égua por isso, ainda bem, porque nisto os animais são muito mais descontraídos e sábios!



Se tudo correr bem quero manter a maminha até aos 2 anos e não, não lhe vou tirar a mama como presente de aniversário, lamento, ela prefere um triciclo, se calhar!

Por isso quando desmamar a Inês, não existirão radicalismos, pimenta na maminha, choros desenfreados, angústias partilhadas (minhas e dela), será um processo tranquilo, com avanços e retrocessos, respeitando o lado emocional e afectivo que envolve a amamentação.

E se ficasse grávida também não deixaria de amamentar, como muitos médicos defendem.
Sim, pode-se estar grávida e amamentar à mesma!
Até se pode amamentar duas crianças de idades diferentes ao mesmo tempo, chama-se amamentação em tandem e o nosso corpo é inteligente e funcional para o fazer com sucesso.

Uma vez mais tudo seria avaliado e decidido com serenidade, sem traumas para a Inês, porque sim, pode ser um trauma, além de alterar completamente o seu sistema nervoso.

Se um fumador ,que sabe que se está a prejudicar, tenta deixar o tabaco e sofre com a abstinência do cigarro toda a gente compreende, certo?

Mas um bebé tem de ser forte como um touro e deixar a mama, a chucha, a fralda, de um momento para o outro, porque a uniformização desta sociedade diz que está na altura, rapidamente, sem dramas e sem os pais terem dó, nem piedade???

Senão a criança tem uns pais da treta e vai ser uma falhada na vida a mamar até aos 30 anos, de chucha na boca e de cuecas borradas???

Xiça, que ser criança é tramado...

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Pesadelo em Seixal Street

"Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer?"

Seguimos à risca o ditado e a Inês e deitamos cedinho (não, não digo a que horas para não me gozarem muito...)

E acordar perto da meia noite e meia com os bombeiros????

E não, não era o anuncio do Axe Apollo, foi um momento mesmo medonho na minha vida...

Começamos por ouvir, do fundo do vale dos lençóis, alguém aos pontapés a uma porta e a gritar o nome de outro alguém...
E vários vizinhos nos corredores a dizer:
-Tenha calma, já aí vêm...
E o homem desesperado aos pontapés na porta a gritar o nome de alguém que afinal, era o nome de uma criança...
De repente tocam-me à campainha e eu levantei-me, de um salto, com o coração aos pulos, a pensar:
-Meu Deus o que está a acontecer...

No andar de cima o homem chorava e pedia:
-Abram a porta, por favor abram a porta...

Vou a correr para o corredor, meio taralhouca de ter acordada sobressaltada, de pijama do monstro das bolachas e meias, abro a porta deparo-me com 3 bombeiros e todos os meus vizinhos...
Os bombeiros, precisavam de passar da minha varanda para a varanda de cima, uma criança de 12 anos estava sozinha em casa...
A mãe entrou-me pela casa dentro, louca, desesperada, e se eu queria lá saber de cortesias, quanto mais ela, que estava fora de si e nem conseguia falar...
O filho não dava sinal, não respondia à campainha, nem aos pontapés na porta do pai, ou sequer aos gritos de um homem que só chamava o seu nome, na esperança que tudo não passasse de um susto e ele estivesse apenas a dormir...
Foram minutos de angustia para todos, mas a deles não teria com certeza comparação...

O bombeiro conseguiu subir pela minha varanda, e entrar em casa daqueles pais que sentiam o mundo fugir...
Entrou directamente para o quarto do filho deles, que fica por cima do quarto da Inês (que dormia profundamente no meu quarto e nem abriu o olho apesar da confusão e do barulho) e à semelhança da minha filha, também o deles dormia, todo aquele sufoco, passara-lhe completamente ao lado...

O bombeiro abre a porta e diz:
-Esta tudo bem, ele estava a dormir!

Não sei o que se passou antes, nem o motivo dele estar sozinho em casa...
Os pais choraram, eu também senti a voz tremer e podemos todos dormir depois mais tranquilos...

O menino dormia feliz, mas os pais e até nós, tínhamos tido um terrível pesadelo.




quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Ter um filho: Um conto de fadas?

   Cuidar de uma relação a 2 já é dificil, quando passamos a 3 o desafio torna-se exponencialmente maior e a dificuldade aumenta, em proporção, com cada novo membro da familia que surge...

Claro que ter um filho é uma alegria muito grande, se não a maior de todas (para mim foi!), mas enganam-se os futuros pais que vêem a chegada de um filho envolvida em nuvens e borboletas cor de rosa ou azul-bebé!

A chegada de um filho é, antes de mais, testar os nossos limites todos a um máximo que nem achávamos humanamente possível, amor, paciência, resistência, loucura, compreensão, saturação, loucura, empatia, amor, paciência, resistência,brincadeira, felicidade, fúria, loucura, amor, paciência, frustração, resistência, impotência, (e não, não repeti alguns por mero acaso, ou lapso, amor, paciência, resistência e loucura são de facto os limites que testamos mais)...

Antes de tudo ganhamos uma identidade nova, deixamos de ser a Maria Joaquina e o António Manuel para sermos a mãe ou o pai do Joaquim Bernardo, essa nova identidade subtilmente (como um elefante obeso, amarelo às pintas rosa choque) e sobretudo durante os primeiros tempos, atropela, amassa, esfrangalha e esventra a nossa identidade antiga, isto significa que tudo aquilo que éramos parece que desaparece, ou fica debaixo de um tapete enorme de arraiolos com a palavra "bebé" bordado em todas as cores (e sim, isto vivido na pele é bem mais avassalador do que parece!)...

Depois aprendemos a lidar com sentimentos de culpa a toda a hora:
-Apetecia-me tanto tomar um banho de imersão e ficar a relaxar durante 2h... (Ai que má mãe que eu sou, tenho é de estar com o meu bebé, que amo loucamente, e deixar-me destes pensamentos egoistas...)

-Apetece-me ouvir Pink Floyd no carro e cantar o Shine on your crazy diamonds!!! (Coitadinha da Joaninha que já está a olhar para mim e quer tanto ouvir pela enésima vez "Abram alas para o Noddy" e eu que já não posso com aquela merda disse-lhe que deixei o Cd em casa, menti-lhe descaradamente, sou mesmo a pior pessoa do mundo)

-Apetece-me fazer abdominais, ir correr, saltar à corda, tratar do meu corpo e de mim um bocadinho! (Já ontem não fui com o Ricardinho aos baloiços, hoje também já me estou a tentar cortar outra vez, que raio de infancia vou dar ao meu filho??? quero ser uma mãe boa, ou uma boa mãe?)

-Apetece-me vestir aquele corpete que tenho abandonado na gaveta, meter uma musica sensual, meter uns morangos a jeito e dar uma esfrega no António Manuel que anda a reclamar há um mês que já não lhe ligo como antes, hummmm!!!! (Mas meto a Patricinha na casa dos avós? Que raio de pais somos nós que despachamos a nossa bebé para dar quecas?? Espero que ela adormeça??? E se acorda a meio da festarola porque teve um pesadelo, como da outra vez e nem tenho tempo de meter a porra de um morango na boca? E se ela vem ter connosco à sala, agora que já sai da cama, e vê a mãe armada em bailarina exotica??? E a que horas é que eu me deito com isto tudo????)

Depois aprendemos que não podemos deixar para amanhã o que temos para fazer agora, porque acumula tudo e nada melhora...
Temos que partilhar as tarefas e nem sempre é facil, porque há dias que estamos tão mortos que só nos apetece que o outro faça tudo, mas o outro também está desejoso de ouvir:
"Fica aí no sofá, meu amor, que eu dou-lhe banho, faço o jantar, meto a mesa, dou-lhe jantar, dou-te jantar, arrumo a cozinha, meto-a a dormir, levo-te ao colo para a cama também a ti, levanto-me de todas as vezes que ela/e acordar e tu podes dormir tranquilo e feliz!"
Claro que isto nunca vai acontecer!!!

Em vez disto é mais:
-Faz o jantar, não vês que eu estou a dar-lhe banho, queres comer outra vez as 10h da noite???
-Traz-me uma fralda que as que estavam aqui já acabaram, estás a ver as noticias, estas a gozar certo???
-Vá, vai já lavar-lhe os dentes enquanto eu meto a louça na maquina que ele/a já está cheio de sono e depois fica rabujento e já nem quer dormir!

E o conto de fadas acaba com dois adultos de trombas e um bebé feliz a dormir tranquilo, a sorte é que o cansaço é tão grande para os adultos, que normalmente deitam-se e  esquecem as trombas porque até estar zangado consome mais energia do que dispomos naquele momento!

E pois, claro que temos que tentar namorar na mesma, cultivar o romance, cuidar da relação que já existia antes da chegada do bebé, mas do saber que se tem de, ao conseguir faze-lo vai um longooooooooooo e tortuoso percurso que se revela mais dificil de dia para dia! O pior é que há sempre aqueles casais que parecem perfeitos (mas se calhar quase que se matam em casa) a opinar e a dizer que eles namoram muito à mesma, que o Martim é felicissimo a dormir em casa dos avós todas as sextas feiras, que a Mariazinha dorme que nem uma pedra e até fazem swing na sala  com mais 3 casais amigos,que ela não dá por nada... Meus queridos a nossa vida muda, é um facto, temos de aceita-lo e pronto, não se iludam, nem invejem estes amigos (risquem-lhes o carro com uma chave de fendas e pronto!)...

Ou seja um filho não é nunca uma forma de reforçar uma relação, um filho testa é a resistência dessa relação até aos limites do impensável!

Mas uma coisa é certa, quando se ultrapassam as barreiras, as paredes tremem mas não cedem, os alicerces resistem a sismos, intempéries, roedores, pragas de formigas, térmitas, gafanhotos e pirilampos mágicos, descobrimos que a partilha pode ser uma coisa maravilhosa e as equipas que vencem nascem do esforço comum!
 E sim, vale a pena, porque os nossos filhos enriquecem a nossa vida constantemente e um sorriso, um beijinho babado ou um xi-coração compensam tudo!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Grrrrr...

Raramente me arrependo daquilo que faço, mas há uma decisão que tomei em tempos que me dá vontade de bater com a cabeça na parede muitas vezes,:

MAS PORQUE É QUE COMPREI A CASA NUM 3º ANDAR NUM PREDIO SEM ELEVADOR???????

Para além da porcaria que é subir com compras (se bem que opto muitas vezes por entregas das compras ao domicilio) o pior agora é “alancar” com a minha piolha de quase 12kg para cima e para baixo…

E sim, ela já anda, mas é claro que não a faço ir pelo pé dela até ao 3º andar, às vezes sobe o primeiro lance de 5 degraus, por escolha própria, e já eu me sinto uma sortuda, nem que sejam só menos 5 degrauzinhos, as minhas costas até batem palmas com as vértebras!

Lindo, lindo é quando saímos de casa de manhã e ao chegarmos ao rés-do-chão, eu verifico que ela arrancou a chucha pelo caminho, descalçou um sapato, ou eu me esqueci de qualquer coisa…
Aí juro, tenho vontade de dar uma dentada num tronco de uma arvore…
Como hoje, por exemplo, que arrancou o prende chupetas logo à saída da porta, sem que eu tivesse dado conta e quando chegámos à porta do prédio diz com o ar mais doce do mundo:
“ Mamã Chi!”
 (Chi é a Chica é a chucha, chucha Chica)

Resignada respiro fundo, volto a subir, munida de mala, saco da Inês e 12kg de popota inquieta, a ruminar impropérios ao belo estilo do cão Muttley dos Wacky Races…



Aguenta mamã…

P.S. Nunca mais compro uma casa num 3º andar sem elevador.
P.S.2  Nunca mais compro uma casa num 3º andar sem elevador.
P.S.3  Nunca mais compro uma casa num 3º andar sem elevador.
P.S.4  Nunca mais compro uma casa num 3º andar sem elevador.
P.S.5  Nunca mais compro uma casa num 3º andar sem elevador.
P.S.6  Nunca mais compro uma casa num 3º andar sem elevador.
P.S.7  Nunca mais compro uma casa num 3º andar sem elevador.
P.S.8  Nunca mais compro uma casa num 3º andar sem elevador.
P.S.9  Nunca mais compro uma casa num 3º andar sem elevador.
P.S. 10 Nunca mais compro uma casa num 3º andar sem elevador.
P.S. …32554452555855 Nunca mais compro uma casa num 3º andar sem elevador.



domingo, 17 de fevereiro de 2013

Um acto de coragem?!

O Papa Bento XVI renunciou.
E eis que o mundo católico aplaude de pé o acto heróico do Sr. que calça Prada (segundo o Vaticano não calça), como se esta acção demonstrasse um grande respeito pelos crentes e uma grande coragem…



Eu detesto Papas, desculpem-me  os  crentes mais susceptíveis ,mas detesto!
Acho que os Papas e toda aquela gente, aureolada à força, no Vaticano são uma cambada de hipócritas. Uma cambada de obscurantistas arrogantes que vivem no luxo e na ostentação e muito pouco fazem pelo bem do mundo.

Eu fui baptizada por opção aos 13 anos, acredito em Deus, concordo com os mandamentos, admiro alguns Padres, nomeadamente o que me baptizou, sou devota à Mãe de Jesus (mas não lhe chamo virgem, porque acho que ela merece o meu respeito e isso seria desrespeita-la enquanto mãe e mulher e ela foi uma grande Mulher e isso sempre assustou as religiões lideradas por homens).

Agradeço sempre a Deus e a Ela antes de dormir, benzo a minha filha e peço a eles e ao meu anjo da guarda protecção para ela e para todas as pessoas que amo, todos os dias.

Por isso não, desculpem-me os católicos ferrenhos, lamento mas não vos dou a tranquilidade de ser uma herege.

Detesto Papas, acho que não fazem falta nenhuma e se o João Paulo II apesar de ser Papa (e aí, para mim, perder uns pontos) até me parecia uma boa pessoa e um conciliador, este então não desperta em mim qualquer simpatia...
Perdoem-me mas quando olho para ele parece-me que só lhe falta ter a suástica tatuada num braço e não digo isto por ele ter mesmo pertencido à juventude Hitleriana (segundo o mesmo porque na altura era obrigatório e sim, isso devia de ser, porque cá também tivemos a mocidade portuguesa) mas porque sempre achei que ele tem ar de quem gostou muito (ou ainda gosta) de dizer “heil Hitler” e se acha, realmente, de uma raça superior.

Agora temos o Sr.Ernst von Freyberg, como novo presidente do Banco do Vaticano, este nomeado teve a anuência do papa Bento XVI, (oh… que coincidência tão estranha...) este fantástico lidera uma empresa ligada ao nazismo (mas calma, o Sr. Papa não o conhece pessoalmente, só o nomeou porque gosta muito do nome Ernst e se tivesse um cão queria dar-lhe este nome, vai daí quando viu o nome deste ilustre desconhecido resolveu:” Pode ser este, porque não o conheço, mas gosto muito do nome dele!!”)…

Mesmo que o Sr. Papa renunciado não o conhecesse, não seria sensato saber que tipo de Empresas liderava o Sr. que iria liderar o Banco do Vaticano?

Se calhar, antes de entregar assim os milhões do Vaticano nas mãos de um Ernst qualquer, convinha (digo eu) investigar primeiro o tipo e depois não o nomear, quando se chegasse à conclusão que o Sr. gostava de gritar “Heil Hitler” no duche e fosse a favor de que os magníficos arianos governassem o mundo….

Mas o Bento é um crente e um ingénuo, gostou do nome do gajinho e nem pensou mais no assunto, elegeu-o e pronto, sem desconfianças ou reservas!!

Pois é, eu tenho uma mente perversa, julguei mal o Bentinho…  Afinal ele ter renunciado, só depois de ter concordado com o amigo Ernst, chamemos-lhe amigo porque mesmo sem o conhecer o benemérito Bento foi mesmo amigo dele, foi apenas uma peculiar coincidência…

Se daqui a uns meses rebentar mais um escândalo de pedofilia no Vaticano também será um infeliz acaso, se envolver onome do Bento será uma grande maledicência, até porque ele nesse momento estará desaparecido dos olhos do mundo a rezar, vagueando pelo mundo, espalhando a palavra de Deus de túnica comida pelas traças e sapatos Prada (não Prada não, desculpem…).

A verdade é que o Hitler deve estar a rejubilar na campa…
Eis que da tumba assiste à fiel Merkel a mandar Europa e já não tem o Bento, mas tem o Ernst, no Vaticano…

(E agora só um aparte:
Porque é que um Papa estar cansado e não querer trabalhar mais é visto por tantos como um acto de coragem?
 Mas se for um dos restantes mortais  a chegar ao trabalho e dizer: "Estou cansado, já não me sinto capaz de trabalhar" é visto como um ser preguiçoso e calão que não quer é trabalhar,por isso não merece nada e deve é ser já despedido com justa causa?)